sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Entendendo Idolatria & Imagens:

 É muito comum hoje em dia nós Católicos sermos atacados pelos protestantes de ‘’Idolatras’’. Creio eu que esse é o nome que mais os protestantes chamam os Católicos. Porque isso? Simples... Porque nós Católicos temos em nossa Igreja, imagens de Santos e de Anjos. Acusam também porque nos ajoelhamos diante das imagens. Bom será mesmo que a acusação protestante tem lógica? Vamos analisar primeiramente o significado da palavra ‘’Idolatria’’.

- Idolatria: Idolatria é formada por duas palavras: ‘’eidolon’’ (ídolo) e ‘’latreia’’ (adoração).

 Aqui podemos ver claramente que Idolatria significa adorar um ídolo, e o que é um ídolo? Vejamos:

-Ídolo: É uma estátua que representava um deus ou deusa – ‘’ os povos antigos adoravam muitos ídolos.

 Podemos ver até aqui que Ídolo é uma imagem de representa um ‘’deus’. E o que é verdadeiramente Adoração? Vejamos:

- Adoração: Adorar é elevar algo acima de tudo. Quando gosto excessivamente de algo ao ponto de elevar aquilo acima de todas as coisas, isso significa adorar.

 Como acabamos de ler, Idolatria significa a adoração a um Ídolo, ou seja, adorar um imagem ou uma divindade, elevar algo ou alguém acima de tudo.

 Sabemos que verdadeiramente a Bíblia proíbe a Idolatria, proibi-se na Bíblia a confecção de imagens, podemos citar aqui alguns exemplos: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7; Sl 115; Ex 20,1-4.
 Todas essas passagens condenam a fabricação de Imagens de Ídolos, ou seja, de imagens que representam ‘’deuses’’, que não é o verdadeiro Deus.

 Da mesma forma que a Bíblia condena a fabricação dessas Imagens, a mesma Sagrada Escritura nos mostra que nem todas as imagens são proibidas. Vejamos aqui alguns exemplos: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 1Sm 4,4 e etc.

 Deus que é Onisciente, não poderia estar em contradição. Pois se toda imagem representasse um ídolo, Deus era contraditório, por ter proibido as imagens em certa hora e em outro momento ter permitido. Analisando cuidadosamente, percebemos que Deus está nos mostrando que o que é proibido são imagens de ‘’deuses’’.

 O que nós Católicos temos para com os Santos e Anjos, é uma Veneração, um respeito, uma honra. Vamos analisar o que significa então Veneração:

-Veneração: Do grego δουλια, "douleuo" ou "dulia", que significa "HONRAR”, Respeitar,
 Muitas pessoas dizem que devemos dar toda honra a Deus, e que os Santos não merecem Honra. É verdade que devemos dar Honra só a Deus, mas que tipo de Honra? Honra de Adoração. Somente Deus é digno de Receber Honra de Adoração, isso é fato. Mas é bom saber que nem toda honra significa adoração. Existe a honra de veneração, ou seja, respeito. Vamos analisar, até mesmo na Bíblia que devemos honrar os Santos, e as pessoas. Vejamos:

A veneração é uma forma respeitosa de “CONSIDERAR, LEMBRAR E IMITAR” os nossos guias da fé. (Hb 13,7)
“GLÓRIA, HONRA E PAZ para todo aquele que pratica o bem" (Rm 2,10).
‘’ HONRA as viúvas que são realmente viúvas’’ (1 Timóteo 5,3)
‘’HONRA  teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo’’ (Mateus 19,19).

 Aqui vimos que nem toda Honra significa adoração. Os protestantes querem se colocar no lugar de Deus, ao julgar o Católico de Idolatria, pois, sabemos que a adoração não é um gesto e sim um sentimento. Um sentimento que brota do coração e não de um gesto, adorar não é beija, se prostrar ou qualquer gesto. Adorar é ter um sentimento que eleve algo ou alguém acima de tudo.

 É muita ignorância da parte dos protestantes afirmarem que somos idolatras porque no ajoelhamos diante de imagens e de pessoas. Na própria Bíblia que eles tanto dizem viver, nos mostra a diferença de Adoração (Latria) e o culto de Veneração (Dulia).
 Ajoelhar-se também é um sinal de reverência e veneração. Os súbitos devem prestar veneração pelos Reis, ou por uma autoridade suprema. O filho pelos pais, os alunos pelos professores e os discípulos pelo mestre. Tudo isso está em conformidade com a ordem estabelecida por Deus. Vejamos alguns exemplos na Sagrada Escritura:

"Pela terceira vez, mandou o rei [Ocozias da Samaria] um chefe com os seus cinquenta homens, o qual, chegando a onde estava Elias, pôs-se de joelhos e suplicou-lhe, dizendo: Peço-te, ó homem de Deus, que a minha vida tenha algum valor aos teus olhos e a destes cinquenta homens teus servos " (2Rs 1,13).

Na passagem acima um mensageiro do Rei Ocozias da Samaria põe-se de joelhos diante do Profeta Elias. Por que faz isso? Para suplicar-lhe que permita viver com seus cinquenta companheiros de viagem, pois antes Elias mandou vir fogo do céu sobre duas equipes anteriores. O ato de súplica não é um ato de adoração, mas de humildade, de rebaixamento, onde se reconhece no outro sua superioridade ou seu poder de atender-lhe um pedido.

 Sabemos que toda Imagem representa o que nela está. O próprio Jesus Cristo nos ensina isso com muita maestria na passagem de Lucas 20,24-25, quando diz que a moeda pertence a César porque na moeda tinha sua imagem.

 Os protestantes usam a seguinte passagem para tentar anular a fabricação de imagens:

‘’Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher’’
(Deuteronômio 4:16)

 Os protestantes usando essa passagem esquecem de ler o versículo anterior, vejamos do que se trata essa proibição:

‘’Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor, em Horebe, falou convosco do meio do fogo’’
(Deuteronômio 4:15)

 O versículo 16 desse capítulo  4 de Deuteronômio só pode ser entendido se lermos o versículo 15. Quando está escrito que ‘’Não viste FIGURA ALGUMA’’  refere-se a Deus. Ninguém  havia visto Deus, por isso Ele não queria ser confundido com nenhuma imagem. Somente no Novo Testamento, Deus se revela como uma IMAGEM HUMANA EM CRISTO veja: ‘’[...] Cristo, que é a IMAGEM DE DEUS’’ (II Coríntios 4,4).

 Mas os protestantes podem insistir em atacar-nos. Vamos ver uma acusação protestante, e logo em seguida nossa resposta:

-ACUSAÇÃO:
AJOELHAR DIANTE DE ALGUÉM É IDOLATRIA!!!
Pedro reprendeu Cornélio por ter se ajoelhado diante dele. (At 10,25-26)

-RESPOSTA:
Pedro repreendeu Cornélio, porque este se ajoelhou para ADORA-LO; (At 10,25)
Ou seja, Cornélio queria igualar Pedro a Deus, E PEDRO NEGOU SUA ADORAÇÃO.
O ato de se ajoelhar não pode ser confundido com uma adoração, pois no mesmo Livro o carcereiro se prostra diante de Paulo e Silas, e não foi repreendido, POIS ELE ESTAVA APENAS VENERANDO.

At 16:27-31: “E, acordando O CARCEREIRO, e vendo abertas as portas da prisão[...]E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, SE PROSTROU ANTE PAULO E SILAS”

-ACUSAÇÃO:
O ANJO REPREENDEU JOÃO por se ajoelhar (Ap 19,10).

-RESPOSTA:
O anjo repreendeu João, porque este se ajoelhou para ADORA-LO; (Ap 19.10)
Ou seja, João queria igualar o anjo a Deus, E O ANJO NEGOU SUA ADORAÇÃO.
PROSTRAR “katákoitos” NÃO É o mesmo que ADORAR “latreía”,
A Bíblia está cheia de exemplos;

No ANTIGO TESTAMENTO, Davi e Balaão se prostraram DIANTE DE UM ANJO e não foram repreendidos, pois eles estavam o VENERANDO,(1Cr 21:16; Num 22:31)

 Sabemos que a Doutrina da Igreja Católica está escrita no Catecismo da Igreja Católica. Vamos ver o que realmente a Igreja Católica ensina em relação à Adoração:


-Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 2096 diz:

‘’A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13)’’.

-Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 2628 diz:
           
 A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante de seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do Espírito diante do "Rei da glória" e o silêncio respeitoso diante do Deus "sempre maior". A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas.

 Como acabamos de ver, o Catecismo da Igreja, ou seja, no livro em que está escrita a doutrina da Igreja Católica, não se ensina a adorar outro além de Deus. Somente Deus altíssimo é digno de ser adorado. Nem Maria nem nenhum Santo ou Anjo pode ser adorado, porque não são Deus e nem podem ser colocados acima de Deus. Se existe alguém que adora a Virgem Maria, um Santo, imagem ou Anjo, esse não está obedecendo a doutrina da Igreja Católica, pois a Igreja não ensina que se deve adorar outro, e sim unicamente a Deus!

Por: Daniel Silveira Fonteles Linhares.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Santíssima Virgem Maria exemplo de Santidade perfeita: (Respondendo os hereges)

‘’Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar’’.
(Gênesis 3,15)

 Deus colocou ódio entre Satanás e a Mulher, mas quem é verdadeiramente esta Mulher?

(Apocalipse 12,1-3):
‘’Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas’’.

Vejamos que apareceu dois sinais no céu, uma Mulher e um Dragão. Quem era essa Mulher?
 Podemos perceber que é a Virgem Maria ligando com as seguintes passagens:

‘’Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel’’. 
(Isaías 7:14)

‘’O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus’’. (Lucas 1,30-31)

 E quem é o Dragão?
Podemos saber quem é o Dragão neste mesmo Capítulo de Apocalipse, capítulo 12 versículo 9 vejamos:

‘’Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos’’.

(Apocalipse 12,17)
‘’Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus’’.

 Sabemos que até aqui que Satanás tem um ódio muito grande da Virgem Maria e de seus descendentes que são os que seguem a Jesus.

 A Santidade de Nossa Senhora:

O Pecado Original é aquilo que herdamos de nossos pais, e eles de seus pais, etc., até Adão. Desde que Adão e Eva escolheram dizer "não" a Deus, pecando por soberba ao quererem ser deuses no lugar de Deus, seus descendentes carregam esta "doença genética", transmitida de pai para filho. Os efeitos do Pecado Original são: na alma a tendência a fazer o mal e a inimizade para com Deus; no corpo a doença, velhice, e finalmente a morte. Nossa Senhora foi salva no instante mesmo de sua concepção, no instante em que a alma criada por Deus era infusa no embrião gerado naquele instante de maneira totalmente normal por S. Joaquim e Sant'Ana, os pais da Santíssima Virgem. Ela foi preservada do Pecado Original, sendo salva não da maneira comum (pelo Batismo), mas de maneira tal que a preservou de cometer pecados ou sequer desejar cometê-los, ficar jamais doente, etc.

Podemos comparar esta diferença a uma outra situação: se uma pessoa cai em um poço e alguém vai e a tira de lá, esta pessoa foi "salva" pela que a tirou. Se, porém, esta pessoa está caindo no poço, está à beira do poço pronta para cair e alguém a segura com força e a puxa para fora, impedindo que caia, podemos também dizer que ela foi "salva" por quem a puxou. Nossa Senhora foi salva como quem é "salvo" de cair no poço, ao invés de ser salva como quem já caiu dentro dele, sujou-se todo e se machucou (o que é o nosso caso).

Não existe comunhão da Luz com as Trevas:

‘’Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? ‘’
(2 Coríntios 6:14)


‘’Quem do imundo tirará o puro? Ninguém’’. 
(Jó 14:4)

‘’Ou fazei a árvore boa, e o seu FRUTO bom, ou fazei a árvore má, e o seu FRUTO mau; porque pelo FRUTO se conhece a árvore’’. 

(Mateus 12:33)

 O fruto de Maria Santíssima é Jesus: Isabel fala cheia do Espírito Santo essa verdade:

‘‘E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.

E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o FRUTO do TEU VENTRE’’. 
(Lucas 1:41-42)

Agora veja esta passagem que fortalece claramente a Santidade da Virgem Maria:

‘’Será, porém, que, se NÃO DERES OUVIDOS à voz do SENHOR teu Deus, para não cuidares em cumprir TODOS OS SEUS MANDAMENTOS e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão:
Maldito serás tu na cidade, e maldito serás no campo.
Maldito o teu cesto e a tua amassadeira.
MALDITO O FRUTO DO TEU VENTRE, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das tuas ovelhas.
Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres’’. 
(Deuteronômio 28:15-19)


Sabemos aqui Claramente que a Virgem Maria é Santa, porque o Fruto dela é Santo!


Mas os hereges dizem que Maria se reconheceu pecadora quando afirmou que Jesus é o Salvador dela vejamos a passagem que os hereges usam:

‘’Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,

E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador ‘’
(Lucas 1:46-47)

E quem disse que nós Católicos não reconhecemos que Maria foi salva por Deus? Sabemos que Maria foi Salva por Deus, mas sabemos que foi de uma maneira sublime. Antes de Maria contrair o pecado Deus a Salvou, isso dar para se provar na Sagrada Escrituras vejamos:

‘’Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória ‘’

(Judas 1:24
)

 Mas os hereges insistem em dizer que Maria foi pecadora
Como já vimos, o Pecado Original é transmitido de pai para filho (ou de mãe para filho...). Jesus, sendo Deus, não poderia jamais ser ao mesmo tempo Seu próprio inimigo, ser ao mesmo tempo alguém que, como nos explica São Paulo, é escravo do demônio (Hb 2,14-15) , por tender ao pecado em virtude das consequências do Pecado Original. "Ora", poderia dizer alguém que nega a Imaculada Conceição, "mas Jesus poderia transformar o Seu próprio corpo e Sua própria alma para arrancar destes o Pecado Original, ou simplesmente impedir que ele fosse transmitido".

Isso, porém, não faria sentido: Em Ex 25,10-22, nós vemos o cuidado de Deus nas instruções para a preparação da Arca da Aliança, destinada a portar as Tábuas onde Deus escreveu a Lei dada a Moisés (Dt 10,1-2). Para portar a Palavra de Deus, Ele manda que os homens façam uma arca de maneira muitíssimo cuidadosa e detalhada, de ouro e madeira de acácia, materiais nobres e puros. Esta Arca não pode sequer ser tocada por mãos impuras! Em 2Sm 6,6-7, vemos como Oza, filho de Abinadab, percebe que os bois que carregavam o carro da Arca tropeçaram e a apara com as mãos; ele cai morto, fulminado no ato!

O que Deus não faria então para preparar aquela que portaria não uma criatura de Deus (Sua Palavra), mas o próprio Senhor em seu ventre, aquela cujo sangue alimentaria o Verbo feito Carne, cujo leite nutriria a Deus feito homem? Se tocar a Arca que continha a Palavra bastava para matar uma pessoa bem-intencionada, que queria apenas impedir que ela caísse ao chão e se sujasse, será que Cristo poderia ser concebido e Se desenvolver em um útero impuro e escravizado ao demônio pelo Pecado Original?

Alguns, para negar este dogma, dizem que Nossa Senhora não teria cumprido (Lc 2,22) os rituais de purificação, que incluem uma oferenda pelo pecado (Lv 12,2-8), caso fosse mesmo preservada do Pecado original por Deus. Ora, o Evangelista nos diz que "foram concluídos os dias da purificação de Maria segundo a Lei de Moisés"(Lc 2,22), não que ela tivesse realmente ficado impura ou pecado (o pecado que precisava de um sacrifício para purificação é a promessa inconsciente que toda mulher faz em meio às dores do parto: nunca mais ter outro filho. Ora, a dor do parto é, como vemos em Gn 3,16, outra conseqüência do Pecado Original). Nossa Senhora fez o sacrifício para submeter-se à Lei, como Cristo o fez (Gl 4,4), apesar de não precisar (Cf. Mt 17,23-26): para não ser causa de escândalo (Mt 17,26) e dar exemplo de obediência, para que saibamos que devemos obedecer à Lei de Cristo como Ele obedeceu à de Moisés.

Outros dizem que a frase de São Paulo em Rm 3,23 ("todos pecaram") seria também aplicável à Santíssima Virgem, que teria assim pecado. Ora, se assim fosse, Nosso Senhor Jesus Cristo também teria pecado... Além disso o mesmo Apóstolo, na mesma Epístola, refere-se aos que não pecaram, em Rm 5,14. Muitos outros exemplo podemos encontrar de uso desta expressão generalizante ("todos pecaram") sem que seja realmente todos, sem exceção: em Mt 4,24, diz-se que "trouxeram-Lhe todos os que tinham algum mal", mas dificilmente todos os doentes da Síria teriam ido à Galiléia, passando por montanhas e desertos; em Jo 12,19, diz-se que "todo o mundo vai após" Jesus; será que realmente todas as pessoas, sem exceção, O seguem? Quem dera! Do mesmo modo, em Mt 3,5-6, vemos que a gente de "toda a Judéia e toda a terra dos arredores do Jordão" ia ser batizada por São João Batista; será que todos, inclusive Herodes, Rei da Judéia, que depois o mandou matar, todos os fariseus e saduceus, todos, sem exceção, foram ser batizados por São João? Será que "todo o povo" (Mt 27,25), sem exceção, assumiu a responsabilidade da morte de Cristo? Será que "todo o povo" que morava perto do mar (Mc 2,13) ou que vivia na Cesaréia de Filipe (Mc 9,14) foi ouvir a Cristo, sem ficar nem unzinho em casa?

Dificilmente. Assim, além da exceção já evidente de Cristo na expressão generalizante usada por São Paulo em Rm 3,23 ("todos pecaram"), vemos que o uso desta palavra para significar "a maioria", ou "quase todos", não é restrito de modo algum a esta frase. O que podemos dizer então, senão o que disse o Anjo a Nossa Senhora?

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres...

 Na própria Bíblia protestante de João Ferreira de Almeida revista e corrigida, fala que existe uma Mulher IMACULADA, vejamos:

‘’Porém uma é a minha pomba, a minha IMACULADA, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz; viram-na as filhas e chamaram-na bem-aventurada, as rainhas e as concubinas louvaram-na’’. 
(Cânticos 6:9)

 E esta passagem que acabamos de ler liga-se com a do Evangelho de São Lucas capítulo 1,48:

‘’Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada’’

(Lucas 1:48)


Outra passagem que os hereges usam é esta:

‘’Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação’’. 
(Hebreus 9:28)

 Veja que aqui fala que Jesus se ofereceu em sacrifício por muitos e não por todos da terra, logo sabemos que aqui não inclui a Virgem Maria. Como alguém cheia da graça poderia ter alguma mácula.

Não podemos ler a Bíblia ao pé da letra, pois sabemos que existem passagens Bíblicas que se pegarmos ao pé da letra entraremos em heresia. Veja como a Bíblia usa força de expressão:

‘’Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mateus 28,20)’’. Será que a Bíblia quer dizer que após a consumação dos séculos, Jesus não estará mais conosco?

Falando Deus a Jacó do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: ‘’Não te abandonarei, enquanto não se cumprir tudo o que disse (Gênesis 28,15)’’. Depois que se cumprir o que o Senhor disse, Ele então deveria abandonar Jacó?

Os hereges usam esta passagem para dizer que Maria era pecadora veja:

‘’Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares às mãos do inimigo, de modo que os levem em cativeiro para a terra inimiga, quer longe ou perto esteja’’. 
(1 Reis 8:46)

 E sabemos que Jesus foi homem e não pecou:

‘’E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade’’. 

(João 1:14)

É por isso que devemos confiar no Magistério da Igreja que é responsável para nos transmitir a verdade sem erro. Porque se formos seguir o que o protestantismo diz, nunca encontraremos a verdade pelo fato de que existem mais de 35 mil denominações protestantes no mundo e cada uma se diz ser a certa.


‘’Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação’’. 

(2 Pedro 1:20)

 Não podemos entender a verdade fora do Magistério, não podemos entender a verdade se ela não for explicada, como podemos ver o exemplo do Eunuco na passagem de ATOS 8,26-40. Onde o eunuco lendo o livro do profeta Isaías afirma: Como posso entender isso que está aqui escrito se não há quem me explique?

  Jesus escolheu os apóstolos para serem os responsáveis para nos falar a verdade como podemos ver que a Voz dos Apóstolos é a voz de Jesus, leia Lucas 10,16; Mateus 16,13-19; Mateus 18,15-18. E hoje os Apóstolos estão na Igreja Católica porque também sabemos que existe a sucessão Apostólica como podemos também ver claramente na Bíblia que Judas o traidor morreu e foi substituído por Matias leia ATOS 1,15-26. A Igreja é a coluna e baluarte da verdade 1 TIMÓTEO 3,15, Devemos obedecer a Tradição, seja por escrito ou por voz 2TES 2,15.


Por: Daniel Silveira Fonteles Linhares

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Revelação do inferno por Santo Anselmo


1. Jazem nas trevas exteriores. Pois, lembrai-vos, o fogo do inferno não emite nenhuma luz. Assim como, ao comando de Deus, o fogo da fornalha babilônica perdeu o seu calor mas não perdeu a sua luz, assim, ao comando de Deus, o fogo no inferno, conquanto retenha a intensidade do seu calor, arde eternamente nas trevas.

2. E uma tempestade que nunca mais acaba de trevas, de negras chamas e de negra fumaça de enxofre a arder, por entre as quais os corpos estão amontoados uns sobre os outros sem uma nesga de ar. De todas as pragas com que a terra dos faraós foi flagelada, uma praga só, a da treva, foi chamada de horrível. Qual o nome, então, que devemos dar às trevas do inferno, que hão de durar não por três dias apenas, mas por toda a eternidade?

3. O horror desta estreita e negra prisão é aumentado por seu tremendo cheiro ativo. Toda a imundície do mundo, todos os monturos e escórias do mundo, nos é dito, correrão para lá como para um vasto e fumegante esgoto quando a terrível conflagração do último dia houver purgado o mundo. O enxofre, também, que arde lá em tão prodigiosa quantidade, enche todo o inferno com o seu intolerável fedor; e os corpos dos danados, eles próprios, exalam um cheiro tão pestilento que, como diz São Boa-ventura, só um deles bastaria para infeccionar todo o mundo.

4. O próprio ar deste mundo, esse elemento puro, torna-se fétido e irrespirável quando fica fechado longo tempo. Considerai, então, qual deva ser o fétido do ar do inferno. Imaginai um cadáver fétido e pútrido que tenha jazido a decompor-se e a apodrecer na sepultura, uma matéria gosmenta de corrupção líquida. Imaginai tal cadáver preso das chamas, devorado pelo fogo do enxofre a arder e a emitir densos e horrendos fumos de nauseante decomposição repugnante. E a seguir imaginai esse fedor malsão multiplicado um milhão e mais outro milhão de milhões sobre milhões de carcaças fétidas comprimidas juntas na treva fumarenta, uma enorme fogueira de podridão humana. Imaginai tudo isso e tereis uma certa idéia do horror do cheiro do inferno.

5. Mas tal fedentina não é, horrível pensamento é este, o maior tormento físico ao qual os danados estão sujeitos. O tormento do fogo é o maior tormento ao qual o demo tem sempre sujeitado suas criaturas. Colocai o vosso dedo por um momento na chama duma vela e sentireis a dor do fogo. Mas o nosso fogo terreno foi criado por Deus para benefício do homem, para manter nele a centelha de vida e para ajudá-lo nas artes úteis, ao passo que o fogo do inferno é duma outra qualidade e foi criado por Deus para torturar e punir o pecador sem arrependimento.

6. O nosso fogo terrestre, outrossim, se consome mais ou menos rapidamente, conforme o objeto que ele ataca for mais ou menos combustível, a ponto de a ingenuidade humana ter-se sempre entregado a inventar preparações químicas para garantir ou frustrar a sua ação. Mas o sulfuroso breu que arde no inferno é uma substância que foi especialmente designada para arder para sempre e ininterruptamente com indizível fúria. Além disso, o nosso fogo terrestre destrói ao mesmo tempo que arde, de maneira que quanto mais intenso ele for mais curta será a sua duração; já o fogo do inferno tem esta propriedade de preservar aquilo que ele queima e, embora se enfureça com incrível ferocidade, ele se enfurece para sempre.

7. O nosso fogo terrestre, ainda, não importa que intensidade ou tamanho possa ter, é sempre duma extensão limitada; mas o lago de fogo do inferno é ilimitado, não tem praias nem fundo. E está documentado que o próprio demônio, ao lhe ser feita a pergunta por um soldado, foi obrigado a confessar que se uma montanha inteira fosse jogada dentro do oceano ardente do inferno seria queimada num instante como um pedaço de cera. E esse terrível fogo não aflige os danados somente por fora, pois cada alma perdida se transforma num inferno dentro de si mesma, o fogo sem limites se enraivecendo mesmo em sua essência. Oh! Quão terrível é a sorte desses desgraçados seres! O sangue ferve e referve nas veias; os cérebros ficam fervendo nos crânios; o coração no peito flamejando e ardendo; os intestinos, uma massa vermelha e quente de polpa a arder; os olhos. coisa tão tenra, flamejando como bolas fundidas.

8. Ainda assim, quanto vos falei da força, da qualidade e da ilimitação desse fogo é como se fosse nada quando comparado com a sua intensidade, uma intensidade que é justamente tida como sendo o instrumento escolhido pelo desígnio divino para punição da alma assim como do corpo igualmente. Trata-se dum fogo que procede diretamente da ira de Deus, trabalhando não por sua própria atividade, mas como um instrumento da vingança divina. Assim como as águas do batismo limpam tanto a alma como o corpo, assim o fogo da punição tortura o espírito junto com a carne.

9. Todos os sentidos da carne são torturados; e todas as faculdades da alma outro tanto: os olhos com impenetráveis trevas; o nariz com fétidos nauseantes; os ouvidos com berros, uivos e execrações; o paladar com matéria sórdida, corrupção leprosa, sujeiras sufocantes inomináveis; o tato com aguilhões e chuços em brasa e cruéis línguas de chamas. E através dos vários tormentos dos sentidos a alma imortal é torturada eternamente, na sua essência mesma, no meio de léguas e léguas de ardentes fogos acesos nos abismos pela majestade ofendida de Deus Onipotente e soprados numa perene e sempre crescente fúria pelo sopro da raiva da Divindade.

10. Considerai, finalmente, que o tormento dessa prisão infernal é acrescido pela companhia dos condenados mesmos. A má companhia, sobre a terra, é tão nociva que as plantas, como que por instinto, apartam-se da companhia seja do que for que lhes seja mortal ou funesto. No inferno, todas as leis estão trocadas lá não há nenhum pensamento de família, de pátria, de laços, de relações. O danado goela e grita um com o outro, sua tortura e raiva se intensificando pela presença dos seres torturados e se enfurecendo como ele.

11. Todo o senso de humanidade é esquecido. Os lamentos dos pecadores a sofrerem enchem os mais recuados cantos do vasto abismo. As bocas dos danados estão cheias de blasfêmias contra Deus e de ódio por seus companheiros de suplício e de maldições, contra as almas que foram seus companheiros no pecado. Era costume, nos antigos tempos, punir o parricida, o homem que havia erguido sua mão assassina contra o pai, arremessando nas profundezas do mar num saco dentro do qual também eram colocados um galo, um burro e uma serpente.

12. A intenção desses legisladores, que inventaram tal lei, a qual parece cruel nos nossos tempos, era punir o criminoso pela companhia de animais malignos e abomináveis. Mas que é a fúria dessas bestas estúpidas comparada com a fúria da execração que rompe dos lábios tostados e das gargantas inflamadas dos danados no inferno, quando eles contemplam em seus companheiros em miséria aqueles mesmos que os ajudaram e incitaram no pecado, aqueles cujas palavras semearam as primeiras sementes do mal em pensamento e em ação em seus espíritos, aqueles cujas sugestões insensatas os conduziram ao pecado, aqueles cujos olhos os tentaram e os desviaram do caminho da virtude? Voltam-se contra tais cúmplices e os xingam e amaldiçoam. Não terão, todavia, socorro nem ajuda; agora é tarde demais para o arrependimento.

13. Por último de tudo, considerai o tremendo tormento daquelas almas condenadas, as que tentaram e as que foram tentadas, agora juntas, e ainda por cima, na companhia dos demônios. Esses demônios afligirão os danados de duas maneiras: com a sua presença e com as suas admoestações. Não podemos ter uma idéia de quão terríveis são esses demônios. Santa Catarina de Siena uma vez viu um demônio e escreveu que preferia caminhar até o fim de sua vida por um caminho de carvões em brasa a ter que olhar de novo um único instante para tão horroroso monstro.

14. Tais demônios, que outrora foram formosos anjos, tornaram-se tão repelentes e feios quanto antes tinham de lindos. Escarnecem e riem das almas perdidas que arrastaram para a ruína. É com eles que são feitas, no inferno, as vozes da consciência. Por que pecaste? Por que deste ouvido às tentações dos amigos? Por que abandonaste tuas práticas piedosas e tuas boas ações? Por que não evitaste as ocasiões de pecado? Por que não deixaste aquele mau companheiro? Por que não desististe daquele mau hábito, aquele hábito impuro? Por que não ouviste os conselhos do teu confessor? Por que, mesmo depois de haveres tombado a primeira, ou a segunda, ou a terceira, ou a quarta ou a centésima vez, não te arrependeste dos teus maus passos e não voltaste para Deus, que esperava apenas pelo teu arrependimento para te absolver dos teus pecados? Agora o tempo para o arrependimento se foi. Tempo existe, tempo existiu, mas tempo não existirá mais!


15. Tempo houve para pecar às escondidas, para se satisfazer na preguiça e no orgulho, para ambicionar o ilícito, para ceder às instigações da tua baixa natureza, para viver como as bestas do campo, ou antes, pior do que as bestas do campo, porque elas, ao menos, não são senão brutos e não possuem uma razão que as guie; tempo houve, mas tempo não haverá mais. Deus te falou por intermédio de tantas vozes, mas não quiseste ouvir. Não quiseste esmagar esse orgulho e esse ódio do teu coração, não quiseste devolver aquelas ações mal adquiridas, não quiseste obedecer aos preceitos da tua Santa Igreja nem cumprir teus deveres religiosos, não quiseste abandonar aqueles péssimos companheiros, não quiseste evitar aquelas perigosas tentações. Tal é a linguagem desses demoníacos atormentadores, palavras de sarcasmo e de reprovação, de ódio e de aversão. De aversão, sim! Pois mesmo eles, os demônios propriamente, quando pecaram, pecaram por meio dum pecado que era compatível com tão angélicas naturezas: foi uma rebelião do intelecto; e eles, estes mesmos, têm que se afastar, revoltados e com nojo de terem de contemplar aqueles pecados indizíveis com os quais o homem degradado ultraja e profana o templo do Espírito Santo, e se ultraja e avilta a si mesmo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

''Me mostre na Bíblia onde fala de Batismo infantil?'' Os Hereges perguntam, nós RESPONDEMOS:


Você parece muito certo a respeito da ausência de provas bíblicas, o famoso uso do recurso do silêncio, que diz que se algo não está escrito expressamente Bíblia, é porque não existe, ou não é verdade. Acho que você deveria saber que, antes de tudo, a ausência de qualquer prova não é uma prova de ausência. Isso é básico, aprenda isso. Você me pede um versículo que mostre, de forma clara, onde está escrito que devemos batizar as crianças. Depois da minha resposta, queria, então, fazer outra pergunta para você, mas vamos adiante.
Não é apenas um versículo que fundamenta a necessidade do batismo de infantes. Como já escrevi aqui, e até agora ninguém me respondeu, se aos infantes é negado o batismo, pois já estão salvos, como dizem vocês, como é que estão salvos, se a salvação ocorre somente pela fé, e as crianças, ao menos até uma idade pré-adolescente, não possuem uma fé, digamos, firmemente fundamentada? Acaso a salvação para os protestantes é somente pela fé, exceto para as crianças? Pois bem, essa pedra no sapato da soteriologia protestante vai ficar aqui.
Nos tempos antigos é sabido que as famílias eram constituídas de uma ou várias outras crianças. Não existia “controle de natalidade” ou políticas de “um filho só”, ou algo do tipo. Geralmente as famílias da época tinham crianças em casa, e por crianças entendemos desde 1 segundo de vida até por volta dos 12 anos (pediatras que o digam). A história contada em Atos dos Apóstolos sobre o batismo do carcereiro de Paulo e Silas, e sobre o batismo dele e de toda a sua famíliaEntão, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família. (At 16,33) não é irrelevante para o assunto. Se acaso fosse proibido o batismo de crianças, não seria este um momento de extrema importância para se relevar o fato de que famílias inteiras podem ser batizadas, exceto as crianças? Posto que tal doutrina seria errada (heresia) e induziria a quem lesse tal fato ao erro? O entendimento claro a respeito dessa passagem é que se fosse de fato proibido batizar crianças o escritor sagrado sem dúvida traria nas linhas do livro sagrado, de forma expressa. Não o fez, sabemos que as famílias eram grandes e dificilmente não tinham filhos, pois filhos eram considerados graça de Deus, e a esterilidade uma chaga, uma punição pelos pecados. Como você mesmo disse, se o batismo de crianças não é certo, Jesus não deveria ensinar isso? Junto com ele, Pedro, Paulo, João, e não era assim que os cristãos da igreja primitiva deveriam entender? Você, em resposta, poderia me perguntar como saber se aquela família específica, a do carcereiro, tinha crianças em casa. Ao que respondo que, diante de toda evidência histórica e do estudo da organização social da palestina da época, é muito mais provável que de fato existiam crianças naquela família do que não existiam crianças naquela família. Se formos seguir esse raciocínio, e tomarmos apenas esse versículo, podemos concluir que o batismo infantil provavelmente ocorreu, e o contrário podemos afirmar também, a negação do batismo às crianças daquela famíliaprovavelmente não ocorreu. As doutrinas são baseadas em probabilidades? Não, por isso esse fato não estabelece sozinho a doutrina do batismo infantil, mas é um fato importante para verificar que o batismo infantil provavelmente ocorreu, o que favorece o "pedobatismo" em detrimento do credobatismo.
Não é somente esse, mas outros versos bíblicos nos mostram que não é proibido o batismo infantil, e nem assim entenderam os primeiros cristãos. Diante disso, sem apelar para o argumento do silêncio,me aponte um só versículo bíblico onde é dito que não se devem batizar crianças, e, por favor, mostre uma só citação de um padre da Igreja Cristã Primitiva que aponte que a doutrina de batizar crianças é um erro.
Nas respostas anteriores você deixou claro o seguinte:
1 – A salvação ocorre antes do batismo.
2 – A salvação ocorre somente pela fé, exceção feita às crianças.
PERGUNTA 8 - Vale lembrar, ainda, a questão que falei acima. Tomando-se em conta a Sola Fide, às crianças não é exigida a fé para a salvação?
RESOSTA: Com certeza não. Elas nasceram na Família do Altíssimo. Tem o sangue do Segundo Adão. O Messias Salvador. Recebeu o Seu Maravilhoso Nome.
3 – Loucos não precisam de fé para serem salvos. Atento para o detalhe que autismo não é loucura.
Está escrito que nem os loucos errarão o caminho
4 – Você concorda que na Bíblia não existem passagens que proíbam o batismo de crianças.
Não temos testos Bíblicos que nos ensinam o não Batismo de crianças, como também não temos textos que incentivam a essa prática.
5 – Filhos de crentes já estão salvos. Filhos de não-crentes permanecem “debaixo do pecado do primeiro Adão e por conseqüência nasce separado da vida do Altíssimo”. Conclui-se, portanto, que os filhos de crentes são imaculados, segundo a sua teoria.
Os filhos dos salvos nascem santos, pois pertencem a Familha do Altíssimo, receberam o Seu Maravilhoso Nome e estão cobertos pelo Maravilhoso Sangue do Ungido.

6 – Para ser salvo basta conhecer quem é o filho do Altíssimo.
PERGUNTA 20 - Como saber se os pais são "salvos"?
RESOSTA: Pergunte a eles quem eles conhecem como o Filho do Altíssimo e quem é Ele pra eles. Mediante a resposta a essa pergunta tu terás resposta.
7 – A salvação é hereditária.
A santificação é hereditária, o ensinamento Bíblico é que se cremos nossa casa será salva.

8 – Quando Jesus diz “nascer da água” devemos entender “ter fé”.
Nascer da Água é depositar fé e viver segundo a Palavra
9 – Só existem dois tipos de pessoas no mundo: quem já está salvo, e quem não está salvo.
Por que o Mundo Inteiro está entregue ao Maligno. Hoje somente existem dois tipos de pessoas.

- OS SALVOS - Os que se tornaram filhos do Altíssimo quando creram Nas Boas Novas de Salvação e foram Salvos
- OS NÃO SALVOS – Todos ser humano descendente do primeiro Adão. Romanos 5:12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Detonando o ''Ateísmo'' :

Parte 1, acompanhe NOS LINKS ABAIXO:


PARTE 2: http://www.youtube.com/watch?v=vsyI7d4ja2c
PARTE 3: http://www.youtube.com/watch?v=7tHcssdchUU
PARTE 4: http://www.youtube.com/watch?v=z_TmwmlhFL0
PARTE 5: http://www.youtube.com/watch?v=dgqp-MOioTc
PARTE 6: http://www.youtube.com/watch?v=q7flnUVUOVY
PARTE 7: http://www.youtube.com/watch?v=Q1dgK32XDgc
PARTE 8: http://www.youtube.com/watch?v=jSq4YxFrCiM




sábado, 19 de janeiro de 2013

De que assunto trata a Bíblia em si, além de nos levar à Salvação?

 A pergunta é muito aberta para ser respondida em poucas palavras. O mais interessante seria que a pessoa pegasse a Bíblia nas mãos e começasse a lê-la. Ao fazer isso, deveria se perguntar: Por que começo a ler a Bíblia? O que procuro nela? Com qual preocupação me ponho a ler esse livro?

 A Bíblia é um livro que Deus escreveu pelas mãos dos profetas. À primeira vista ela parece ser história de um único povo, o povo de Deus. Mas podemos dizer mais: ela é o livro da humanidade. Nela o mundo todo se encontra refletido, de modo que a experiência de Israel se torna tipo da experiência de todos os povos, em todos os tempos e lugares.

 Para os cristãos, o centro de toda a Bíblia é a pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. E o resumo das palavras e ações de Jesus é este: a vida para todos, pois foi ele mesmo quem o afirmou: ''Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância'' (João 10,10b). Em outras palavras, na Bíblia encontramos o projeto de Deus que é liberdade e vida para todos. Lendo-a, aprofundando-a, partilhando-a, fazendo-a criar raízes na vida de todos os dias, estamos entrando em comunhão com aquilo que o ser humano mais deseja e, ao mesmo tempo, com aquilo que Deus quer comunicar em plenitude a todas as pessoas: vida.

  A Bíblia é o livro da Aliança. Esse tema aparece de ponta a ponta. Deus, no início, se aliou a um povo - Israel. Com o passar do tempo, esse povo foi descobrindo que o seu Deus é o Deus de todos, o aliado da humanidade. Tão aliado que, para dar vida, entregou tudo o que tinha: o próprio Filho.

 Aprendemos também que a Bíblia é a Palavra de Deus, a carta que ele escreveu para a humanidade encontrar o sentido da vida e o caminho da felicidade. Mas não se trata de palavra morta, e sim viva, a ponto de o Evangelho de João afirmar: '' o Verbo se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade'' (João 1,14).

 Talvez dois textos da Bíblia ajudem a sintetizar o que estamos dizendo. O primeiro é tirado do final do livro da Sabedoria, o filho caçula do Antigo Testamento. Ele resume muito bem toda a caminhada do povo de Deus antes de Jesus vir ao mundo: ''Sim, ó Senhor! De todos os modos engrandeceste e tornaste glorioso o teu povo. Nunca, em nenhum lugar, deixaste de olhar por ele e de o socorrer'' (Sabedoria 19,22). O outro, tirado da segunda carta de Paulo a Timóteo, resume o sentido e a função da Bíblia: ''Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra'' (2 Timóteo 3,16-17).

 A Bíblia nos ensina tudo isso, mas temos que ler as Sagradas Escrituras à luz da Igreja Católica, para não corrermos o risco de entender um texto errado e acabar caindo em heresia. A Sagrada Escritura não é de interpretação pessoal como diz a segunda carta de Pedo capítulo 1 versículo 20.