sábado, 2 de fevereiro de 2013
Revelação do inferno por Santo Anselmo
1. Jazem nas trevas exteriores. Pois, lembrai-vos, o fogo do inferno não emite nenhuma luz. Assim como, ao comando de Deus, o fogo da fornalha babilônica perdeu o seu calor mas não perdeu a sua luz, assim, ao comando de Deus, o fogo no inferno, conquanto retenha a intensidade do seu calor, arde eternamente nas trevas.
2. E uma tempestade que nunca mais acaba de trevas, de negras chamas e de negra fumaça de enxofre a arder, por entre as quais os corpos estão amontoados uns sobre os outros sem uma nesga de ar. De todas as pragas com que a terra dos faraós foi flagelada, uma praga só, a da treva, foi chamada de horrível. Qual o nome, então, que devemos dar às trevas do inferno, que hão de durar não por três dias apenas, mas por toda a eternidade?
3. O horror desta estreita e negra prisão é aumentado por seu tremendo cheiro ativo. Toda a imundície do mundo, todos os monturos e escórias do mundo, nos é dito, correrão para lá como para um vasto e fumegante esgoto quando a terrível conflagração do último dia houver purgado o mundo. O enxofre, também, que arde lá em tão prodigiosa quantidade, enche todo o inferno com o seu intolerável fedor; e os corpos dos danados, eles próprios, exalam um cheiro tão pestilento que, como diz São Boa-ventura, só um deles bastaria para infeccionar todo o mundo.
4. O próprio ar deste mundo, esse elemento puro, torna-se fétido e irrespirável quando fica fechado longo tempo. Considerai, então, qual deva ser o fétido do ar do inferno. Imaginai um cadáver fétido e pútrido que tenha jazido a decompor-se e a apodrecer na sepultura, uma matéria gosmenta de corrupção líquida. Imaginai tal cadáver preso das chamas, devorado pelo fogo do enxofre a arder e a emitir densos e horrendos fumos de nauseante decomposição repugnante. E a seguir imaginai esse fedor malsão multiplicado um milhão e mais outro milhão de milhões sobre milhões de carcaças fétidas comprimidas juntas na treva fumarenta, uma enorme fogueira de podridão humana. Imaginai tudo isso e tereis uma certa idéia do horror do cheiro do inferno.
5. Mas tal fedentina não é, horrível pensamento é este, o maior tormento físico ao qual os danados estão sujeitos. O tormento do fogo é o maior tormento ao qual o demo tem sempre sujeitado suas criaturas. Colocai o vosso dedo por um momento na chama duma vela e sentireis a dor do fogo. Mas o nosso fogo terreno foi criado por Deus para benefício do homem, para manter nele a centelha de vida e para ajudá-lo nas artes úteis, ao passo que o fogo do inferno é duma outra qualidade e foi criado por Deus para torturar e punir o pecador sem arrependimento.
6. O nosso fogo terrestre, outrossim, se consome mais ou menos rapidamente, conforme o objeto que ele ataca for mais ou menos combustível, a ponto de a ingenuidade humana ter-se sempre entregado a inventar preparações químicas para garantir ou frustrar a sua ação. Mas o sulfuroso breu que arde no inferno é uma substância que foi especialmente designada para arder para sempre e ininterruptamente com indizível fúria. Além disso, o nosso fogo terrestre destrói ao mesmo tempo que arde, de maneira que quanto mais intenso ele for mais curta será a sua duração; já o fogo do inferno tem esta propriedade de preservar aquilo que ele queima e, embora se enfureça com incrível ferocidade, ele se enfurece para sempre.
7. O nosso fogo terrestre, ainda, não importa que intensidade ou tamanho possa ter, é sempre duma extensão limitada; mas o lago de fogo do inferno é ilimitado, não tem praias nem fundo. E está documentado que o próprio demônio, ao lhe ser feita a pergunta por um soldado, foi obrigado a confessar que se uma montanha inteira fosse jogada dentro do oceano ardente do inferno seria queimada num instante como um pedaço de cera. E esse terrível fogo não aflige os danados somente por fora, pois cada alma perdida se transforma num inferno dentro de si mesma, o fogo sem limites se enraivecendo mesmo em sua essência. Oh! Quão terrível é a sorte desses desgraçados seres! O sangue ferve e referve nas veias; os cérebros ficam fervendo nos crânios; o coração no peito flamejando e ardendo; os intestinos, uma massa vermelha e quente de polpa a arder; os olhos. coisa tão tenra, flamejando como bolas fundidas.
8. Ainda assim, quanto vos falei da força, da qualidade e da ilimitação desse fogo é como se fosse nada quando comparado com a sua intensidade, uma intensidade que é justamente tida como sendo o instrumento escolhido pelo desígnio divino para punição da alma assim como do corpo igualmente. Trata-se dum fogo que procede diretamente da ira de Deus, trabalhando não por sua própria atividade, mas como um instrumento da vingança divina. Assim como as águas do batismo limpam tanto a alma como o corpo, assim o fogo da punição tortura o espírito junto com a carne.
9. Todos os sentidos da carne são torturados; e todas as faculdades da alma outro tanto: os olhos com impenetráveis trevas; o nariz com fétidos nauseantes; os ouvidos com berros, uivos e execrações; o paladar com matéria sórdida, corrupção leprosa, sujeiras sufocantes inomináveis; o tato com aguilhões e chuços em brasa e cruéis línguas de chamas. E através dos vários tormentos dos sentidos a alma imortal é torturada eternamente, na sua essência mesma, no meio de léguas e léguas de ardentes fogos acesos nos abismos pela majestade ofendida de Deus Onipotente e soprados numa perene e sempre crescente fúria pelo sopro da raiva da Divindade.
10. Considerai, finalmente, que o tormento dessa prisão infernal é acrescido pela companhia dos condenados mesmos. A má companhia, sobre a terra, é tão nociva que as plantas, como que por instinto, apartam-se da companhia seja do que for que lhes seja mortal ou funesto. No inferno, todas as leis estão trocadas lá não há nenhum pensamento de família, de pátria, de laços, de relações. O danado goela e grita um com o outro, sua tortura e raiva se intensificando pela presença dos seres torturados e se enfurecendo como ele.
11. Todo o senso de humanidade é esquecido. Os lamentos dos pecadores a sofrerem enchem os mais recuados cantos do vasto abismo. As bocas dos danados estão cheias de blasfêmias contra Deus e de ódio por seus companheiros de suplício e de maldições, contra as almas que foram seus companheiros no pecado. Era costume, nos antigos tempos, punir o parricida, o homem que havia erguido sua mão assassina contra o pai, arremessando nas profundezas do mar num saco dentro do qual também eram colocados um galo, um burro e uma serpente.
12. A intenção desses legisladores, que inventaram tal lei, a qual parece cruel nos nossos tempos, era punir o criminoso pela companhia de animais malignos e abomináveis. Mas que é a fúria dessas bestas estúpidas comparada com a fúria da execração que rompe dos lábios tostados e das gargantas inflamadas dos danados no inferno, quando eles contemplam em seus companheiros em miséria aqueles mesmos que os ajudaram e incitaram no pecado, aqueles cujas palavras semearam as primeiras sementes do mal em pensamento e em ação em seus espíritos, aqueles cujas sugestões insensatas os conduziram ao pecado, aqueles cujos olhos os tentaram e os desviaram do caminho da virtude? Voltam-se contra tais cúmplices e os xingam e amaldiçoam. Não terão, todavia, socorro nem ajuda; agora é tarde demais para o arrependimento.
13. Por último de tudo, considerai o tremendo tormento daquelas almas condenadas, as que tentaram e as que foram tentadas, agora juntas, e ainda por cima, na companhia dos demônios. Esses demônios afligirão os danados de duas maneiras: com a sua presença e com as suas admoestações. Não podemos ter uma idéia de quão terríveis são esses demônios. Santa Catarina de Siena uma vez viu um demônio e escreveu que preferia caminhar até o fim de sua vida por um caminho de carvões em brasa a ter que olhar de novo um único instante para tão horroroso monstro.
14. Tais demônios, que outrora foram formosos anjos, tornaram-se tão repelentes e feios quanto antes tinham de lindos. Escarnecem e riem das almas perdidas que arrastaram para a ruína. É com eles que são feitas, no inferno, as vozes da consciência. Por que pecaste? Por que deste ouvido às tentações dos amigos? Por que abandonaste tuas práticas piedosas e tuas boas ações? Por que não evitaste as ocasiões de pecado? Por que não deixaste aquele mau companheiro? Por que não desististe daquele mau hábito, aquele hábito impuro? Por que não ouviste os conselhos do teu confessor? Por que, mesmo depois de haveres tombado a primeira, ou a segunda, ou a terceira, ou a quarta ou a centésima vez, não te arrependeste dos teus maus passos e não voltaste para Deus, que esperava apenas pelo teu arrependimento para te absolver dos teus pecados? Agora o tempo para o arrependimento se foi. Tempo existe, tempo existiu, mas tempo não existirá mais!
15. Tempo houve para pecar às escondidas, para se satisfazer na preguiça e no orgulho, para ambicionar o ilícito, para ceder às instigações da tua baixa natureza, para viver como as bestas do campo, ou antes, pior do que as bestas do campo, porque elas, ao menos, não são senão brutos e não possuem uma razão que as guie; tempo houve, mas tempo não haverá mais. Deus te falou por intermédio de tantas vozes, mas não quiseste ouvir. Não quiseste esmagar esse orgulho e esse ódio do teu coração, não quiseste devolver aquelas ações mal adquiridas, não quiseste obedecer aos preceitos da tua Santa Igreja nem cumprir teus deveres religiosos, não quiseste abandonar aqueles péssimos companheiros, não quiseste evitar aquelas perigosas tentações. Tal é a linguagem desses demoníacos atormentadores, palavras de sarcasmo e de reprovação, de ódio e de aversão. De aversão, sim! Pois mesmo eles, os demônios propriamente, quando pecaram, pecaram por meio dum pecado que era compatível com tão angélicas naturezas: foi uma rebelião do intelecto; e eles, estes mesmos, têm que se afastar, revoltados e com nojo de terem de contemplar aqueles pecados indizíveis com os quais o homem degradado ultraja e profana o templo do Espírito Santo, e se ultraja e avilta a si mesmo.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
''Me mostre na Bíblia onde fala de Batismo infantil?'' Os Hereges perguntam, nós RESPONDEMOS:
Você parece muito certo a respeito da ausência de provas bíblicas, o famoso uso do recurso do silêncio, que diz que se algo não está escrito expressamente Bíblia, é porque não existe, ou não é verdade. Acho que você deveria saber que, antes de tudo, a ausência de qualquer prova não é uma prova de ausência. Isso é básico, aprenda isso. Você me pede um versículo que mostre, de forma clara, onde está escrito que devemos batizar as crianças. Depois da minha resposta, queria, então, fazer outra pergunta para você, mas vamos adiante.
Não é apenas um versículo que fundamenta a necessidade do batismo de infantes. Como já escrevi aqui, e até agora ninguém me respondeu, se aos infantes é negado o batismo, pois já estão salvos, como dizem vocês, como é que estão salvos, se a salvação ocorre somente pela fé, e as crianças, ao menos até uma idade pré-adolescente, não possuem uma fé, digamos, firmemente fundamentada? Acaso a salvação para os protestantes é somente pela fé, exceto para as crianças? Pois bem, essa pedra no sapato da soteriologia protestante vai ficar aqui.
Nos tempos antigos é sabido que as famílias eram constituídas de uma ou várias outras crianças. Não existia “controle de natalidade” ou políticas de “um filho só”, ou algo do tipo. Geralmente as famílias da época tinham crianças em casa, e por crianças entendemos desde 1 segundo de vida até por volta dos 12 anos (pediatras que o digam). A história contada em Atos dos Apóstolos sobre o batismo do carcereiro de Paulo e Silas, e sobre o batismo dele e de toda a sua família, Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família. (At 16,33) não é irrelevante para o assunto. Se acaso fosse proibido o batismo de crianças, não seria este um momento de extrema importância para se relevar o fato de que famílias inteiras podem ser batizadas, exceto as crianças? Posto que tal doutrina seria errada (heresia) e induziria a quem lesse tal fato ao erro? O entendimento claro a respeito dessa passagem é que se fosse de fato proibido batizar crianças o escritor sagrado sem dúvida traria nas linhas do livro sagrado, de forma expressa. Não o fez, sabemos que as famílias eram grandes e dificilmente não tinham filhos, pois filhos eram considerados graça de Deus, e a esterilidade uma chaga, uma punição pelos pecados. Como você mesmo disse, se o batismo de crianças não é certo, Jesus não deveria ensinar isso? Junto com ele, Pedro, Paulo, João, e não era assim que os cristãos da igreja primitiva deveriam entender? Você, em resposta, poderia me perguntar como saber se aquela família específica, a do carcereiro, tinha crianças em casa. Ao que respondo que, diante de toda evidência histórica e do estudo da organização social da palestina da época, é muito mais provável que de fato existiam crianças naquela família do que não existiam crianças naquela família. Se formos seguir esse raciocínio, e tomarmos apenas esse versículo, podemos concluir que o batismo infantil provavelmente ocorreu, e o contrário podemos afirmar também, a negação do batismo às crianças daquela famíliaprovavelmente não ocorreu. As doutrinas são baseadas em probabilidades? Não, por isso esse fato não estabelece sozinho a doutrina do batismo infantil, mas é um fato importante para verificar que o batismo infantil provavelmente ocorreu, o que favorece o "pedobatismo" em detrimento do credobatismo.
Não é somente esse, mas outros versos bíblicos nos mostram que não é proibido o batismo infantil, e nem assim entenderam os primeiros cristãos. Diante disso, sem apelar para o argumento do silêncio,me aponte um só versículo bíblico onde é dito que não se devem batizar crianças, e, por favor, mostre uma só citação de um padre da Igreja Cristã Primitiva que aponte que a doutrina de batizar crianças é um erro.
Nas respostas anteriores você deixou claro o seguinte:
1 – A salvação ocorre antes do batismo.
2 – A salvação ocorre somente pela fé, exceção feita às crianças.
PERGUNTA 8 - Vale lembrar, ainda, a questão que falei acima. Tomando-se em conta a Sola Fide, às crianças não é exigida a fé para a salvação?
RESOSTA: Com certeza não. Elas nasceram na Família do Altíssimo. Tem o sangue do Segundo Adão. O Messias Salvador. Recebeu o Seu Maravilhoso Nome.
3 – Loucos não precisam de fé para serem salvos. Atento para o detalhe que autismo não é loucura.
Está escrito que nem os loucos errarão o caminho
4 – Você concorda que na Bíblia não existem passagens que proíbam o batismo de crianças.
Não temos testos Bíblicos que nos ensinam o não Batismo de crianças, como também não temos textos que incentivam a essa prática.
Não temos testos Bíblicos que nos ensinam o não Batismo de crianças, como também não temos textos que incentivam a essa prática.
5 – Filhos de crentes já estão salvos. Filhos de não-crentes permanecem “debaixo do pecado do primeiro Adão e por conseqüência nasce separado da vida do Altíssimo”. Conclui-se, portanto, que os filhos de crentes são imaculados, segundo a sua teoria.
Os filhos dos salvos nascem santos, pois pertencem a Familha do Altíssimo, receberam o Seu Maravilhoso Nome e estão cobertos pelo Maravilhoso Sangue do Ungido.
6 – Para ser salvo basta conhecer quem é o filho do Altíssimo.
Os filhos dos salvos nascem santos, pois pertencem a Familha do Altíssimo, receberam o Seu Maravilhoso Nome e estão cobertos pelo Maravilhoso Sangue do Ungido.
6 – Para ser salvo basta conhecer quem é o filho do Altíssimo.
PERGUNTA 20 - Como saber se os pais são "salvos"?
RESOSTA: Pergunte a eles quem eles conhecem como o Filho do Altíssimo e quem é Ele pra eles. Mediante a resposta a essa pergunta tu terás resposta.
7 – A salvação é hereditária.
A santificação é hereditária, o ensinamento Bíblico é que se cremos nossa casa será salva.
8 – Quando Jesus diz “nascer da água” devemos entender “ter fé”.
8 – Quando Jesus diz “nascer da água” devemos entender “ter fé”.
Nascer da Água é depositar fé e viver segundo a Palavra
9 – Só existem dois tipos de pessoas no mundo: quem já está salvo, e quem não está salvo.
Por que o Mundo Inteiro está entregue ao Maligno. Hoje somente existem dois tipos de pessoas.
- OS SALVOS - Os que se tornaram filhos do Altíssimo quando creram Nas Boas Novas de Salvação e foram Salvos
- OS SALVOS - Os que se tornaram filhos do Altíssimo quando creram Nas Boas Novas de Salvação e foram Salvos
- OS NÃO SALVOS – Todos ser humano descendente do primeiro Adão. Romanos 5:12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Detonando o ''Ateísmo'' :
Parte 1, acompanhe NOS LINKS ABAIXO:
PARTE 2: http://www.youtube.com/watch?v=vsyI7d4ja2c
PARTE 3: http://www.youtube.com/watch?v=7tHcssdchUU
PARTE 4: http://www.youtube.com/watch?v=z_TmwmlhFL0
PARTE 5: http://www.youtube.com/watch?v=dgqp-MOioTc
PARTE 6: http://www.youtube.com/watch?v=q7flnUVUOVY
PARTE 7: http://www.youtube.com/watch?v=Q1dgK32XDgc
PARTE 8: http://www.youtube.com/watch?v=jSq4YxFrCiM
domingo, 20 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
De que assunto trata a Bíblia em si, além de nos levar à Salvação?
A pergunta é muito aberta para ser respondida em poucas palavras. O mais interessante seria que a pessoa pegasse a Bíblia nas mãos e começasse a lê-la. Ao fazer isso, deveria se perguntar: Por que começo a ler a Bíblia? O que procuro nela? Com qual preocupação me ponho a ler esse livro?
A Bíblia é um livro que Deus escreveu pelas mãos dos profetas. À primeira vista ela parece ser história de um único povo, o povo de Deus. Mas podemos dizer mais: ela é o livro da humanidade. Nela o mundo todo se encontra refletido, de modo que a experiência de Israel se torna tipo da experiência de todos os povos, em todos os tempos e lugares.
Para os cristãos, o centro de toda a Bíblia é a pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. E o resumo das palavras e ações de Jesus é este: a vida para todos, pois foi ele mesmo quem o afirmou: ''Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância'' (João 10,10b). Em outras palavras, na Bíblia encontramos o projeto de Deus que é liberdade e vida para todos. Lendo-a, aprofundando-a, partilhando-a, fazendo-a criar raízes na vida de todos os dias, estamos entrando em comunhão com aquilo que o ser humano mais deseja e, ao mesmo tempo, com aquilo que Deus quer comunicar em plenitude a todas as pessoas: vida.
A Bíblia é o livro da Aliança. Esse tema aparece de ponta a ponta. Deus, no início, se aliou a um povo - Israel. Com o passar do tempo, esse povo foi descobrindo que o seu Deus é o Deus de todos, o aliado da humanidade. Tão aliado que, para dar vida, entregou tudo o que tinha: o próprio Filho.
Aprendemos também que a Bíblia é a Palavra de Deus, a carta que ele escreveu para a humanidade encontrar o sentido da vida e o caminho da felicidade. Mas não se trata de palavra morta, e sim viva, a ponto de o Evangelho de João afirmar: '' o Verbo se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade'' (João 1,14).
Talvez dois textos da Bíblia ajudem a sintetizar o que estamos dizendo. O primeiro é tirado do final do livro da Sabedoria, o filho caçula do Antigo Testamento. Ele resume muito bem toda a caminhada do povo de Deus antes de Jesus vir ao mundo: ''Sim, ó Senhor! De todos os modos engrandeceste e tornaste glorioso o teu povo. Nunca, em nenhum lugar, deixaste de olhar por ele e de o socorrer'' (Sabedoria 19,22). O outro, tirado da segunda carta de Paulo a Timóteo, resume o sentido e a função da Bíblia: ''Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra'' (2 Timóteo 3,16-17).
A Bíblia nos ensina tudo isso, mas temos que ler as Sagradas Escrituras à luz da Igreja Católica, para não corrermos o risco de entender um texto errado e acabar caindo em heresia. A Sagrada Escritura não é de interpretação pessoal como diz a segunda carta de Pedo capítulo 1 versículo 20.
A Bíblia é um livro que Deus escreveu pelas mãos dos profetas. À primeira vista ela parece ser história de um único povo, o povo de Deus. Mas podemos dizer mais: ela é o livro da humanidade. Nela o mundo todo se encontra refletido, de modo que a experiência de Israel se torna tipo da experiência de todos os povos, em todos os tempos e lugares.
Para os cristãos, o centro de toda a Bíblia é a pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. E o resumo das palavras e ações de Jesus é este: a vida para todos, pois foi ele mesmo quem o afirmou: ''Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância'' (João 10,10b). Em outras palavras, na Bíblia encontramos o projeto de Deus que é liberdade e vida para todos. Lendo-a, aprofundando-a, partilhando-a, fazendo-a criar raízes na vida de todos os dias, estamos entrando em comunhão com aquilo que o ser humano mais deseja e, ao mesmo tempo, com aquilo que Deus quer comunicar em plenitude a todas as pessoas: vida.
A Bíblia é o livro da Aliança. Esse tema aparece de ponta a ponta. Deus, no início, se aliou a um povo - Israel. Com o passar do tempo, esse povo foi descobrindo que o seu Deus é o Deus de todos, o aliado da humanidade. Tão aliado que, para dar vida, entregou tudo o que tinha: o próprio Filho.
Aprendemos também que a Bíblia é a Palavra de Deus, a carta que ele escreveu para a humanidade encontrar o sentido da vida e o caminho da felicidade. Mas não se trata de palavra morta, e sim viva, a ponto de o Evangelho de João afirmar: '' o Verbo se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade'' (João 1,14).
Talvez dois textos da Bíblia ajudem a sintetizar o que estamos dizendo. O primeiro é tirado do final do livro da Sabedoria, o filho caçula do Antigo Testamento. Ele resume muito bem toda a caminhada do povo de Deus antes de Jesus vir ao mundo: ''Sim, ó Senhor! De todos os modos engrandeceste e tornaste glorioso o teu povo. Nunca, em nenhum lugar, deixaste de olhar por ele e de o socorrer'' (Sabedoria 19,22). O outro, tirado da segunda carta de Paulo a Timóteo, resume o sentido e a função da Bíblia: ''Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra'' (2 Timóteo 3,16-17).
A Bíblia nos ensina tudo isso, mas temos que ler as Sagradas Escrituras à luz da Igreja Católica, para não corrermos o risco de entender um texto errado e acabar caindo em heresia. A Sagrada Escritura não é de interpretação pessoal como diz a segunda carta de Pedo capítulo 1 versículo 20.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Qual foi a primeira tradução da Bíblia?
A primeira tradução do Antigo Testamento escrito em hebraico aconteceu nos séculos III e II antes de Cristo. É a tradução chamada de ''Setenta'' ou ''Septuaginta'' e apareceu em grego. A finalidade dessa tradução era ajudar os judeus que viviam fora da Palestina. Esses judeus não conheciam mais o hebraico e ficavam assim impossibilitados de ter acesso à Bíblia. Um autor do século II antes de Cristo - chamado de Pseudo-Aristeas - conta uma lenda a respeito do surgimento dessa Bíblia. Ele diz que o rei egípcio Ptolomeu Filadelfo (285-247 antes de Cristo) queria ter na biblioteca de Alexandria (no Egito) uma cópia da Lei de Moisés. Mandou buscar em Jerusalém 72 sábios que fizeram a tradução em 72 dias. Essa tradução passou a se chamar ''Setenta'', lembrando o ''número redondo'' de 70 tradutores.
Naquele tempo, o grego era a principal língua no mundo conhecido. Os cristãos dos primeiros séculos (entre eles os autores do Novo Testamento) tinham esse texto como a sua Bíblia. Ao traduzirem para o grego o Antigo Testamento, os autores fizeram várias adaptações, sinal de que já nesse tempo se sentia a necessidade de ''inculturar'' a Palavra de Deus.
Naquele tempo, o grego era a principal língua no mundo conhecido. Os cristãos dos primeiros séculos (entre eles os autores do Novo Testamento) tinham esse texto como a sua Bíblia. Ao traduzirem para o grego o Antigo Testamento, os autores fizeram várias adaptações, sinal de que já nesse tempo se sentia a necessidade de ''inculturar'' a Palavra de Deus.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O que é o cânon da Bíblia?
Cânon é a palavra ligada a ''cana''. Os antigos usavam uma ''cana'' em lugar do nosso metro. Era um instrumento de medida. Quando se fala de cânon da Bíblia se quer falar de critério usados para aceitar como inspirados os livros da Bíblia. Tanto no tempo do Antigo Testamento quanto no tempo do Novo, havia muitos livros ''candidatos'' a ser considerados como inspirados por Deus. Qual foi o critério, ''a medida'', o cânon para aceitá-los como Palavra de Deus?
O processo de ''canonização'' dos livros que hoje compõem o Antigo Testamento foi longo e difícil. Os hebreus de Jerusalém aceitavam somente os textos escritos em hebraico. Os judeus de Alexandria, no Egito, que formavam uma grande comunidade judaica, aceitavam também sete livros escritos em grego ( Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, Tobias, Judite e os dois livros dos Macabeus). No tempo de Jesus, o cânon mais longo já tinha sido aceito e fazia parte da famosa Bíblia grega chamada de Septuaginta, ou Setenta (LXX), frequentemente citada no Novo Testamento. Por essa razão a Igreja a tornou própria, aceitando também os sete livros chamados de ''deuterocanônicos'' (isto é, do segundo cânon), que não se encontram nas Bíblias protestantes.
O cânon do Novo Testamento teve menos problemas para ser aceito. Não havia dúvidas quanto aos evangelhos, a não ser em relação a alguns trechos, como episódio da adúltera (João 8,1-11) e as conclusões de Marcos (16,9-20) e de João (capítulo 21). As dúvidas maiores diziam respeito a outros livros do Novo Testamento (Hebreus, a carta de Tiago, a segundo carta de Pedro, a carta de Judas, a segunda e a terceira carta de João, bem como o Apocalipse). O atual cânon do Novo Testamento se consolidou depois do ano 400 da nossa era.
O processo de ''canonização'' dos livros que hoje compõem o Antigo Testamento foi longo e difícil. Os hebreus de Jerusalém aceitavam somente os textos escritos em hebraico. Os judeus de Alexandria, no Egito, que formavam uma grande comunidade judaica, aceitavam também sete livros escritos em grego ( Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, Tobias, Judite e os dois livros dos Macabeus). No tempo de Jesus, o cânon mais longo já tinha sido aceito e fazia parte da famosa Bíblia grega chamada de Septuaginta, ou Setenta (LXX), frequentemente citada no Novo Testamento. Por essa razão a Igreja a tornou própria, aceitando também os sete livros chamados de ''deuterocanônicos'' (isto é, do segundo cânon), que não se encontram nas Bíblias protestantes.
O cânon do Novo Testamento teve menos problemas para ser aceito. Não havia dúvidas quanto aos evangelhos, a não ser em relação a alguns trechos, como episódio da adúltera (João 8,1-11) e as conclusões de Marcos (16,9-20) e de João (capítulo 21). As dúvidas maiores diziam respeito a outros livros do Novo Testamento (Hebreus, a carta de Tiago, a segundo carta de Pedro, a carta de Judas, a segunda e a terceira carta de João, bem como o Apocalipse). O atual cânon do Novo Testamento se consolidou depois do ano 400 da nossa era.
Assinar:
Postagens (Atom)