segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Magistério e o Papa: quem são eles e o que fazem:



I. O que é a Verdade? Pergunta feita por Pilatos em João 18,38.
A. A Verdade é uma. Só pode haver uma verdade.
B. 'Verdade' é o oposto de 'erro'.
C. A definição de 'Verdade' é: "o que está de acordo com o fato". É quando a consciência concorda com o intelecto.
D. Jesus Cristo é DEUS e DEUS é a Verdade (João 14,6). DEUS não pode mentir pois é incompatível com Ele, já que Ele É a verdade. Quando Jesus Cristo disse algo, sabemos que é verdade porque ELE disse.
1. DEUS tem nos falado de duas maneiras:
a. Quando Jesus falou com Seus Apóstolos, falou oralmente. Ele não escreveu para eles ou lhes deu um livro para ler. Os Apóstolos falaram as palavras de Jesus Cristo para outros e seus sucessores: os Bispos. Isto é chamado 'Tradição', com 'T' maiúsculo. (...)
b. Ele falou para nós através de Sua palavra escrita: a Sagrada Escritura. Os livros do Novo Testamento não tinham nem sido escritos até começarem a sê-lo por cerca de 48 d.C e terminando em cerca de 100 d.C, muitos anos depois de Jesus Cristo ter sido crucificado (o que se deu em cerca de 33 d.C.). Ficou a cargo dos escritores do Novo Testamento registrar acuradamente, muitos anos depois, sob a inspiração do Espírito Santo, o ensinamento de Jesus Cristo, e basear a maior parte de seus escritos na "Tradição".
Em João 20,30 e 21,25, o Apóstolo diz: "E JESUS FEZ AINDA MUITAS OUTRAS COISAS. Se fossem escritas uma por uma, PENSO QUE NEM O MUNDO INTEIRO PODERIA CONTER OS LIVROS QUE SE DEVERIAM ESCREVER". Isto diz, em termos bem simples, que há dois campos da Palavra Sagrada de DEUS: a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição.
2. A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura, juntas, são conhecidas como "o Depósito da Fé".
II. A Verdade tem que ser preservada...
A. É tarefa de alguém perservar o "Depósito da Fé".
B. Há a necessidade de se preservar a verdade. Em cada nível da sociedade temos líderes e seguidores, alguma forma de governo.
C. A História mostra que nenhuma civilização, país, cidade ou organização durou muito tempo sem haver um governo efetivo para as pessoas seguirem, confiarem e no qual acreditarem. É necessário alguma organização para interpretar, executar e seguir as leis:
1. Os Romanos tinham César e o Senado.
2. Os Estados Unidos têm o Presidente, o Congresso e a Suprema Corte.
3. Os Estado têm o Governador e a Câmara Legislativa.
4. Uma corporação tem um Executivo-Chefe e uma Diretoria.
5. A Igreja Católica tem o Papa, os Bispos e o Magistério.

D. Estes governos fazem regras para todos seguirem. Eles também têm a responsabilidade de protegê-las e executá-las, de maneira ordenada e a seu tempo. Sem ordem há caos.
1. O que aconteceria no país se cada pessoa fizesse o que ELA achasse que era certo e ignorasse os direitos dos outros, e cada uma tivesse a SUA própria lista de regras a seguir, ou nenhuma regra? A civilização, do jeito que a conhecemos, iria se desmoronar:
a. Você percebe que há seitas Cristãs que operam desta maneira? É dito a cada pessoa que deve interpretar a Bíblia, a Palavra de DEUS, por si mesma. O que quer que pareça certo para ela é tudo o que importa. É essencialmente cada um por si. Está política leva ao caos, brigas internas e desunião. Lembre-se do que Jesus Cristo disse: "Toda casa dividida contra si mesmo não pode subsistir." (Mt 12,25).
b. A Bíblia não é um romance. É a Palavra de DEUS. Se você a ler como leria um romance, não tirará muito proveito dela exceto por uma massa confusa. Se você der a um milhão de pessoas uma Bíblia para cada uma e pedir a cada uma para interpretá-la, você obterá um milhão de interpretações diferentes. Em quem você acreditaria? Quem tem a verdade? Conforme já vimos, a "Verdade é Uma". A interpretação de qual pessoa seria a ÚNICA verdadeira?
c. Você iria querer acreditar na interpretação de um homem, cujas credenciais podem ser questionáveis, ou na interpretação coletiva de um grupo de homens com credenciais impecáveis MAIS o Espírito Santo?
2. A Igreja Católica tem o Papa e o Magistério para interpretar, preservar e proteger o "Depósito da Fé" para todos nós:
a. O Magistério consiste do Papa e dos Cardeais e Bispos agindo sob a orientação do Espírito Santo.
b. Eles se reúnem em Concílios e, com a orientação do Espírito Santo, tomam decisões a respeito de matérias importantes a respeito da fé.
3. Por falta de direção, cai um povo; onde há muitos conselheiros, ali haverá salvação (Pr 11,14; 24,6).
4. Os projetos triunfam pelos conselhos (Pr 20,18).
5. A única maneira de conhecermos UMA verdade é aceitar UMA autoridade.

III. Como posso ter certeza de que a verdade está sendo preservada?
A. De todos os escritos desde o início dos tempos, em qual livro podemos confiar como sendo o "Depósito da Fé"?
1. Eu confio na Sagrada Escritura de DEUS. Se você diz isso, deve ser verdade porque o Próprio DEUS disse isso.
2. Se os fatos mencionados acima em II-D-2-a e b, podem ser encontrados na Bíblia, eles têm que ser verdadeiros. Vamos dar uma olhada em alguns versículos...
3. O Magistério...
a. Tem Bispos colocados pelo Espírito Santo para governar a Igreja: "Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de DEUS" (At 20,28).
b. Tem um líder que possui autoridade e supremacia sobre todo o resto: Quando DEUS dava autoridade, Ele mudava o nome da pessoa que a recebia. Abrão foi chamado Abraão em Gn 17,15, quando DEUS o fêz "Pai de uma Multidão de Nações". Sarai foi chamada Sara em Gn 17,15-16 quando DEUS a fez "A Mãe de Nações". Jacó foi chamado de Israel em Gn 32,29, quando DEUS o fez "Pai da nação de Israel". Em Mt 16,18, DEUS trocou o nome de Simão para PEDRO, e lhe disse TU és "PEDRA" e sobre esta "PEDRA" construirei MINHA IGREJA. Mt 16,19, Eu TE darei as CHAVES do REINO dos CÉUS, e tudo o que TU LIGARES na terra será ligado no Céu, e tudo o que TU DESLIGARES na terra será desligado nos céus. Pedro foi o primeiro líder da Igreja e lhe foi dada supremacia e autoridade sobre todos os outros Apóstolos. Lc 22,31-32: "Satanás vos reclamou para VOS PENEIRAR como o trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, CONFIRMA os teus irmãos. Jo 21,17: Simão, tu Me amas? APASCENTA OS MEUS CORDEIROS". At 1,15: "PEDRO levantou-se no meio dos seus irmãos. At 2,14: PEDRO, pondo-se em pé em companhia dos onze, com voz forte lhes DISSE: "Homens da Judéia, e vós TODOS que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às MINHAS PALAVRAS". At 15,7: "DEUS ME ESCOLHEU DENTRE VÓS, PARA QUE DA MINHA BOCA OS PAGÃOS OUVISSEM A PALAVRA DO EVANGELHO E CRESSEM". 1Cor 15,5: "E Ele apareceu a CEFAS (primeiro) e EM SEGUIDA aos onze".
c. Reúne-se e discute assuntos: "Reuniram-se os Apóstolos e os anciãos (Bispos conselheiros) para tratar desta questão" (At 15,6).
d. Consultam uns aos outros a respeito da revelação divina: "E subi em consequência de uma revelação. Expus-lhe o Evangelho que prego entre os pagãos" (Gl 2,2).
e. Vota entre eles: "deitaram a sorte entre si" (At 1,26).
f. Define um ensinamento: "Os pagãos têm que ser circuncidados? Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência" (At 15,1.24). Não, eles não têm que ser circuncidados.
g. É guiado e ensinado pelo Espírito Santo: "Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que DEUS deu a todos aqueles que Lhe obedecem" (At 5,32). "Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável..." (At 15,28). "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciar-vos-á AS COISAS QUE VIRÃO. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e VO-LO ANUNCIARÁ. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e VO-LO ANUNCIARÁ" (Jo 16,12-15).
h. É a coluna da verdade: "a casa de DEUS, que é a Igreja de DEUS vivo, coluna e sustentáculo da verdade" (1Tm 3,15).
i. É a autoridade docente da Igreja: "ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi" (Mt 28,20).
j. É auto propagador e tem a autoridade: "Não fostes vós que me escolhestes, mas eu VOS escolhi e VOS constituí para que vades e produzais fruto, e o VOSSO fruto PERMANEÇA; Eu assim VOS constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vos conceda" (Jo 15,16). "Eu lancei o fundamento, mas outro edifica sobre ele..." (1Cor 3,10-11). "se recusa a ouví-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano... Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no Céu..." (Mt 18,17-18).
k. Afirma que NÃO deve ser feita 'interpretação privada' da Escritura: "Antes de tudo, sabeis que NENHUMA profecia da Escritura é de interpretação PESSOAL" (*2Pd 1,20).
l. Tem que ser obedecido: "OBEDECEI aos seus SUPERIORES, pois ELES velam por vossas almas e delas devem dar conta" (Hb 13,17).
m. Não pode falhar: "e as portas do inferno NÃO prevalecerão contra ela. Mt 28,20: Eis que estou convosto TODOS os dias, até o fim do mundo" (Mt 16,18).
IV. Revelação, há dois tipos:

A. Pública: o ensinamento de Jesus Cristo, também chamado "Revelação Divina":
1. Não há novas revelações públicas, já que foram encerradas quando o último Apóstolo morreu
2. A única maneira possível de haver nova revelação pública (divina) é o Próprio DEUS vir e proclamá-la.
3. A revelação pública consiste na "Sagrada Escritura" e na "Sagrada Tradição": o "Depósito da Fé".
4. É missão do Papa e do Magistério interpretar, preservar e proteger o "Depósito da Fé" para todos nós.

B. Privada: mensagens recebidas por meio de visão ou locução interior por indivíduos:

1. Nós não devemos nem acreditar nelas nem condená-las, até que a Igreja decida se elas contém verdade ou erro.

2. Nós devemos testar e exercer discernimento sobre elas para ver se vêm de DEUS (1Ts 5,20-21, 1Jo 4,1-6).

V. Referências Bíblicas para este artigo:

*Gn 17,5.15-16; 32,29, Pr 1,5, Am 3,3, *Mt 16,18; 18,17-18; 28,18-20, Lc 22,24-33, Jo 14,6; 15,16; 16,13; 20,21, Jo 21,15-19, At 1,15.26; 2,14-41, At 5,29.32; 8,27-35, At 10,1-48, At 11,1-18.28;*15,1-28, 1Cr12,28-29; 14,28; 15,5, *Gl 2,2, 1Ts 1,5, 1Tm 3,15, Tt3,1, Hb 13,17, *2Pd 1,2
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

QUANTO MAIS E MELHOR REZARMOS, MAIS NOS TORNAREMOS SEMELHANTES A ELE


As palavras de Bento XVI na Audiência Geral de quarta-feira


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 05 de setembro de 2012(ZENIT.org)- Apresentamos as palavras do Papa Bento XVI  dirigidas aos fiéis e peregrinos reunidos hoje na Sala Paulo VI para a tradicional Audiência Geral.
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, após as férias, retomamos as audiências no Vaticano, continuando a "escola de oração" que estamos vivendo juntos nas catequeses de quarta-feira.
Hoje gostaria de falar sobre a oração no livro de Apocalipse que, como vocês sabem, é o último do Novo Testamento. É um livro difícil, mas que contém uma grande riqueza. Nos coloca em contato com a oração viva e palpitante da assembléia cristã, reunida "no dia do Senhor" (Apocalipse 1:10), que é, de fato, o pano de fundo no qual se desenvolve o texto.
Um leitor apresenta à assembléia a mensagem confiada pelo Senhor ao evangelista João. O leitor e a assembléia são, por assim dizer, os dois protagonistas no desenvolvimento do livro. Para eles, desde o início, é dirigida uma saudação festiva: "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras da profecia" (1,3). Através do diálogo constante entre eles, brota uma sinfonia de oração, que se desenvolve em uma variedade de formas até a sua conclusão. Ouvindo o leitor que apresenta a mensagem, ouvindo e observando a assembléia que reage, a oração deles tende a se tornar nossa.
A primeira parte do Apocalipse (1,4-3,22) tem, na atitude da assembléia que reza, três fases sucessivas. A primeira (1,4-8) consiste em um diálogo - único caso no Novo Testamento - que ocorre entre a assembléia reunida e o leitor, que lhe dirige uma saudação de bênção: "Graça e paz "(1,4). O leitor destaca a origem dessa saudação: vem da Trindade, do Pai, do Espírito Santo, de Jesus Cristo, juntos envolvidos no levar adiante o projeto de criação e de salvação para a humanidade. A assembléia escuta, e quando escuta nomear Jesus Cristo, há como uma explosão de alegria e responde com entusiasmo, elevando a seguinte oração de louvor: "Àquele que nos ama e nos libertou de nossos pecados com o seu sangue, que fez de nós um reino, sacerdotes para Deus e Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém" (1,5b-6). A assembléia, envolvida pelo amor de Cristo, se sente libertada da escravidão do pecado e proclama o "Reino" de Jesus Cristo, que pertence totalmente a Ele. Reconhece a grande missão que através do batismo foi confiada a ela, de levar ao mundo a presença de Deus. E conclui essa celebração de louvor olhando de novo diretamente para Jesus e, com crescente entusiasmo, reconhece Nele "a glória e o poder" para salvar a humanidade. O "Amém" final conclui o hino de louvor a Cristo. Já estes primeiros quatro versos contêm uma riqueza de evidências para nós, diz que a nossa oração deve ser, acima de tudo, escutar a Deus que fala. Submersos com tantas palavras, estamos pouco acostumados a ouvir, sobretudo a colocar-nos com disposição interior e exterior em silêncio para estar atentos ao que Deus quer nos dizer. Esses versículos ensinam-nos que a nossa oração, muitas vezes somente de pedidos, deve ser antes de tudo, de louvor a Deus por seu amor, pelo dom de Jesus Cristo, que nos trouxe força, esperança e salvação.
Uma nova intervenção do leitor chama, então, a assembléia, cativada pelo amor de Cristo, ao compromisso de assimilar sua presença na própria vida. Ele diz: Eis que vem com as nuvens e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele" (1,7a). Depois de subir ao céu em uma "nuvem", símbolo de transcendência (cf. Atos 1:9), Jesus Cristo retornará assim como ascendeu ao céu (cf. Atos 1,11b). Então, todos os povos o reconhecerão e, como exorta São João no quarto Evangelho, "olharão para Aquele que transpassaram" (19,37). Pensarão em seus pecados, causa de Sua crucifixão, e como aqueles que haviam testemunhado de forma direta no Calvário ", vão se lamentar" (cf. Lc. 23,48) pedindo perdão a Ele, para segui-Lo na vida e, assim, preparar a plena comunhão com Ele, após o seu retorno final. A assembléia reflete sobre a mensagem e diz: "Sim, Amém." (Ap 1,7 b). Exprime com o seu "sim" a plena aceitação do que foi comunicado e pede que isso possa se tornar uma realidade. É a oração da assembléia, que medita sobre o amor de Deus manifestado de modo supremo na Cruz e clama por viver com a coerência dos discípulos de Cristo.
E esta é a resposta de Deus: "Eu sou o Alfa e o Ômega, Aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso" (1,8). Deus se revela como o começo e o fim da história, aceita e leva a sério o pedido da assembléia. Ele foi, é e será presente e ativo com o seu amor nas relações humanas, tanto no presente, como no futuro e no passado, até chegar o fim dos tempos. Esta é a promessa de Deus. E aqui encontramos outro elemento importante: a oração constante desperta em nós um senso de presença do Senhor em nossas vidas e na história, uma presença que nos sustenta, nos guia e nos dá grande esperança, mesmo em meio à escuridão de certos acontecimentos humanos; além disso, cada oração, mesmo na solidão radical, nunca é um isolar-se e nunca é estéril, mas é a força vital para a alimentação de uma vida cristã cada vez mais comprometida e coerente.
A segunda fase da oração da assembléia (1,9 a22) aprofunda ainda mais o relacionamento com Jesus Cristo, o Senhor aparece, fala, age, e a comunidade smpre mais próxima a ele, ouve, reage e acolhe. Na mensagem apresentada pelo leitor, São João relata sua experiência pessoal de encontro com Cristo: se encontra na ilha de Patmos, por causa da "palavra de Deus e do testemunho de Jesus" (1,9) e é “o dia do Senhor "  (1,10a), o domingo, dia em que celebramos a Ressurreição. E São João está "tomado pelo Espírito" (1,10a). O Espírito Santo preenche e renova-o, ampliando sua capacidade de acolher Jesus, que o convida a escrever. A oração da assembléia que escuta, gradualmente assume uma atitude contemplativa motivada pelos verbos "ver", "olhar": contempla, tudo o que o leitor propõe, internalizando-o e tornando-o seu.
João ouve "uma voz forte como de trombeta" (1,10b), a voz o ordena a enviar uma mensagem "às sete igrejas" (1,11) que se encontram na Ásia Menor e, por meio disso, a todas as igrejas de todos os tempos, juntamente com seus pastores. O termo "voz... de trombeta", tirado do livro do Êxodo (cf. 20,18), recorda a manifestação divina a Moisés no Monte Sinai e indica a voz de Deus que fala do céu, da sua transcendência. Aqui é atribuída a Jesus Cristo, o Ressuscitado, que da glória do Pai fala com a voz de Deus à assembléia em oração. Virando-se "para ver a voz" (1,12), João vê "sete candelabros de ouro e em meio a eles, algo semelhante ao Filho do homem" (1,12-13), termo particularmente familiar para João , que indica o próprio Jesus. Os castiçais de ouro com velas acesas, indicam a Igreja de todos os tempos em oração na Liturgia: Jesus ressuscitado, o "Filho do Homem" se encontra em meio a tudo isso, revestido com as vestes do sumo sacerdote do Antigo Testamento, atua como mediador junto ao Pai.
Na mensagem simbólica de João, segue uma manifestação visível de Cristo Ressuscitado, com as características próprias de Deus, citadas no Antigo Testamento. Ele fala de "cabelos brancos como a lã ..., branco como a neve" (1,14), símbolo da eternidade de Deus (cf. Dn. 7,9) e da Ressurreição. Um segundo símbolo é o fogo, que no Antigo Testamento muitas vezes refere-se a Deus para indicar duas propriedades.A primeira é a intensidade de seu amor ciumento, que anima a sua aliança com o homem (cf. Deuteronômio 04:24). E é essa intensidade ardente de amor, que lê-se nos olhos de Jesus Ressuscitado: "Seus olhos eram como chama de fogo" (Apocalipse1,14 a). A segunda é a capacidade irrestringível de vencer o mal como um "fogo devorador" (Dt 9:3). Assim também os "pés" de Jesus, no caminho de enfrentar e destruir o mal, tem o brilho do "bronze brilhante" (Ap 1,15). A voz de Jesus Cristo, então, "como a voz de muitas águas" (1,15 c), tem o ruído impressionante "da glória do Deus de Israel", que segue rumo a Jerusalém, mencionado pelo profeta Ezequiel (cf. 43, 2). Seguem ainda três outros elementos simbólicos que mostram o que Jesus Ressuscitado está fazendo por sua Igreja: a mantém firme em sua mão direita, uma imagem muito importante: Jesus tem a Igreja em sua mão - fala a ela com o poder penetrante de um espada afiada, e revela o esplendor de sua divindade: " Seu rosto era como o sol que brilha em todo o seu esplendor" (Rev. 1, 16). João fica tão impressionado com esta maravilhosa experiência do Ressuscitado, que se sente fraco e cai como morto.
Depois desta experiência da revelação, o Apóstolo diante do Senhor Jesus que fala com ele, tranquiliza-o, coloca a mão em sua cabeça, revela sua identidade de Crucificado e Ressuscitado, e confia a missão de transmitir a sua mensagem à Igreja (Apocalipse . 1,17-18). Algo belo é esse Deus diante daquele que perde as forças e cai como morto. É o amigo da vida, que coloca Sua mão em nossa cabeça. Assim será também para nós: somos amigos de Jesus. Depois da revelação de Deus Ressuscitado, Cristo Ressuscitado, não haverá temor, mas será o encontro com o amigo. A Assembléia também vive com João o momento especial de luz diante do Senhor, unidos.No entanto, é a experiência do encontro diário com Jesus, experimentando a riqueza do contato com o Senhor, que preenche todo o espaço da existência.
Na terceira e última fase da primeira parte do Apocalipse (AP 2-3), o leitor propõe à assembléia uma mensagemem que Jesusfala na primeira pessoa. Dirigida às sete igrejas da Ásia Menor localizadas ao redor de Éfeso, o discurso de Jesus parte da situação particular de cada igreja, e então se espalha para as igrejas de todos os tempos. Jesus entra na realidade particular de cada igreja, enfatizando luz e sombra, fazendo um apelo urgente: Convertei-vos" (2,5.16; 3,19c). "Guardai o que tens" (3,11), "praticai as primeiras obras" (2,5); "Sejais zelosos, portanto, e vos convertei" (3,19b)... Esta palavra de Jesus, se ouvida com fé, imediatamente passa a ser eficaz: a Igreja em oração, acolhendo a Palavra de Deus se transforma.  Todas as igrejas devem se colocar em uma escuta atenta do Senhor, abrindo-se ao Espírito, como Jesus pede insistentemente, que repetiu este pedido sete vezes: "Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (2,7.11.17.29; 3,6.13.22). A assembléia ouve a mensagem recebendo um estímulo para o arrependimento, a conversão, a perseverança no amor, a orientação para o caminho.
 Caros amigos, o Apocalipse apresenta uma comunidade reunida em oração, porque a oração é precisamente onde nós experimentamos a presença crescente de Jesus conosco eem nós. Quanto mais e melhor rezarmos com constância e intensidade, mais nos tornaremos semelhantes a Ele, e Ele realmente entrará em nossa vida e guiará, dando-nos alegria e paz. E quanto mais conhecermos, amarmos e seguirmos a Jesus, mais sentiremos a necessidade de parar em oração com Ele, recebendo esperança, serenidade e força em nossas vidas. Obrigado pela atenção.
 Bento XVI dirigiu a seguinte saudação em português:
 Amados fiéis brasileiros de Nossa Senhora das Dores e de São Bento e São Paulo, a graça e a paz de Jesus Cristo para todos vós e demais peregrinos de língua portuguesa. Quanto mais e melhor souberdes rezar, tanto mais sereis parecidos com o Senhor e Ele entrará verdadeiramente na vossa vida. É na oração que melhor podereis dar conta desta presença de Jesus em vós, recebendo serenidade, esperança e força na vossa vida. Tudo isto vos desejo, com a minha Bênção.
(Tradução:MEM)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Provando a Existência de Deus:

Durante milhares de anos, o homem
tem buscado a prova tangível da
existência de Deus. Ao longo da
história, tem havido momentos onde
a ciência e a fé têm convergido,
frequentemente com efeitos
explosivos. Através desta investigação,
conheceremos as opiniões de físicos
que estão na busca da mítica
"partícula de Deus", que acreditam
ser o componente chave para a
própria vida. Por outro lado, vamos
descobrir os avanços recentes do
cientista Stephen Hawking na possível
explicação da criação da Terra a partir
do Big Bang.

domingo, 26 de agosto de 2012

Intercessão dos Santos, explicada por um EX-PROTESTANTE:


 ‘’ Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado o seu corpo eram levados aos enfermos; e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos’’. (Atos dos Apóstolos 19,11-12)
Nesta passagem Bíblica encontramos a respostas para muitas objeções daqueles que negam a intercessão dos Santos. Vejamos aqui então que Paulo fazia Milagres extraordinários sendo usado por Deus. Quem eram essas pessoas que foram curadas? Elas conheciam Jesus? De fato sabemos que os apóstolos pregavam o nome de Jesus por todos os lugares, assim as pessoas viram neles pessoas mais próximas desse Jesus que curava e libertava eis aqui o motivo dessas pessoas receberem a cura, por mais que elas não conhecessem Jesus de pertinho, elas já tinham dentro de si uma fé que podiam receber a cura por Jesus. A Bíblia nos ensina em João 14,13 que tudo que pedimos em nome de Jesus a Deus nós alcançamos. Então porque aquelas pessoas não levantavam as mãos aos Céus e diziam: ‘’Deus em nome de Jesus me cura!’’?  Porque eles reconheceram que esses homens chamados de apóstolos eram próximos de Jesus. Quando rezo para um Santo interceder por mim, faço como antes as pessoas faziam com os apóstolos. Reconheço neles pessoas mais próximas de Jesus porque já estão num grau de santidade bem mais auto do que o meu que sou muito falho por ainda estar em um corpo carnal que me faz ter tendência a pecar contra a castidade.
 Muitos dizem que somos sim intercessores, mas somente quando estamos vivos, porque quando morremos não podemos fazer mais nada pelos vivos. Quando a Igreja canoniza alguém com o título de Santo intercessor, a Igreja reconhece naquele homem um grande exemplo para os homens seguir, e dar essa autoridade por mérito de Cristo que os Santos possam interceder a Jesus Cristo por nós. Muitos dizem que os santos estão dormindo e estão inconscientes, assim não podem fazer nada por nós. Vejamos a lógica disso tudo... Em Romanos 12,5 a Bíblia ensina que nós formamos um só corpo com Jesus Cristo, ou seja, formamos o corpo do qual Cristo é a cabeça, como podemos ver em Colossenses 1,18. Quando você ver uma pessoa que tem um braço inconsciente o que significa isso? Que essa pessoa tem um defeito físico! Ou seja, parte do corpo dela não funciona! Você acha mesmo que no corpo de Cristo existe uma parte dele que não funciona? Se dissermos que os santos que morreram em Cristo estão inconscientes estamos dizendo que parte do corpo de Cristo está com defeito, porque aquilo que está inconsciente está em estado parecido com o estado de morte, ou seja, incapaz de exercer qualquer função. Como nosso Senhor mesmo disse: ‘’ Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos’’. (Mateus 22,32)
 A Bíblia diz: ‘’ Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem’’ (1 Timóteo 2,5).  Para nós Católicos essa passagem nos motiva mais ainda a crer na intercessão dos Santos, porque aqui vemos que Cristo Cabeça do corpo que é a Igreja forma juntamente com todos nós uma só intercessão diante de Deus Pai. Por esse motivo nós podemos dizer Virgem Maria Rogai por nós! Porque dizemos Rogai? Em palavras com mais facilidade de compreender... Virgem Maria reza por nós, pede a teu Filho Jesus Cristo que me dê essa graça...!  Todo o corpo age em conjunto 1Coríntios 12,12-30 fala muito bem disso.
 Nosso Senhor Jesus Cristo sempre quis que nós rezássemos uns pelos outros, quando dizemos São Paulo Rogai por nós reconhecemos que Paulo não é o dono da Graça, mas ele vai me ajudar melhor a chegar até o dono da Graça, por ele está mais próximo de Jesus Cristo, assim como acima já tinha citado o exemplo do povo que iam até os apóstolos. ‘’Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia’’. (Tiago 5,16). Vemos aqui que a oração do justo tem eficácia porque foram homens e mulheres que deram sua vida por Jesus. Não podemos acreditar que após a morte carnal os santos estejam inconscientes, porque não existe nenhuma parte do corpo místico de Cristo sem função. Na carta de Hebreus 9,27 diz: ‘’Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo’’. Veja que a Bíblia diz LOGO EM SEGUIDA. Como funciona isso? Segundo a doutrina Católica o juízo particular é o momento em que a alma, que se separou do seu corpo imediatamente após sua morte, define se ela vai para o CéuInferno ou Purgatório. Mais concretamente, o juízo particular "é o julgamento de retribuição imediata, que cada um, a partir da morte, recebe de Deus na sua alma imortal, em relação à sua fé e às suas obras" realizadas durante o seu caminho de santificação terrestre. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 208)
Esse "juízo" é visto não como uma ação arbitrária de Deus, mas sim uma concessão à alma de ter consciência do que foi a sua vida terrestre. Após essa epifania particular, que é realizada por Cristo, a alma será destinada a estar:
§  No Paraíso (ou Céu), onde é impelida a permanecer junto a Deus. A alma alcança este prémio da salvação só se ela se arrependesse dos seus pecados, aceitasse Deus e o seu amor e estivesse em estado de graça, isto é, sem "manchas" de qualquer pecado;
§  No Purgatório (de acordo com a Teologia da Igreja Católica), que é um estágio de purificação e eliminação das "manchas" de pecado, que são principalmente as penas temporais (conseqüências, o mal realizado) devidas aos pecados veniais ou mortais já perdoados, mas para os quais não foi feita expiação suficiente durante a sua vida. Após a purificação devida, as almas entram imaculadamente no Paraíso;
§  No Inferno, onde é impelida a permanecer longe da presença de Deus. A alma alcança esta condenação definitiva só se ela recusasse livremente Deus e o seu amor, bem como a graça divina da salvação e da santidade.
Juízo Final, aquele que irá reunir toda a humanidade, confirma a sentença efetuada no juízo particular de cada indivíduo. Ocorrerá também a ressurreição final dos mortos, onde todas as almas voltarão a juntar-se com o seu corpo, mas já imortal. Todos os ressuscitados que merecem o Paraíso passarão a viver no Reino de Deus, que também se irá realizar-se plenamente neste momento do fim do mundo e que corresponde aos novos céus e à nova terra prometidos por Jesus.
Alguns protestantes costumam rebater a intercessão dizendo que os mortos não sabem de nada, não tem consciência de coisa alguma, estão dormindo, esperando o julgamento final e que ainda não há ninguém no céu, citam Ecl 9, 5, Sl 115, 17 para confirmar isto. Ora, isto é uma realidade do antigo testamento, antes de Cristo. Já mostrei em Hebreus que após a morte somos julgados. Cristo trouxe uma nova economia, foi pregar aos que estavam na Região dos Mortos desde a criação do mundo até Sua Crucificação ( 1.ª Pd 3, 18-20; 4, 5-6 ). Vencendo a morte levou muitos deles para o Céu ( Sl 68, 19; Ef 4, 8 ) e mesmo assim, ainda no antigo testamento já vemos algumas pessoas que foram para o céu, vejamos:

Henoc:
Gêneses 5, 23. A duração total da vida de Henoc foi de trezentos e sessenta e cinco anos. 24. Henoc andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou.

Elias:
II Reis 2, 1: Eis o que se passou no dia em que o Senhor arrebatou Elias ao céu num turbilhão (…)
E o novo testamento comprova que eles estavam no céu. Apareceram (Elias e Moisés) para Jesus e conversaram com ele conscientemente, sabendo que ele era o Messias, o que estava fazendo e o que iria acontecer com ele. Confira Mt 17,3; Mc 9,4; Lc 9, 28-31.
Ora como Moisés pode aparecer, com corpo glorificado, a Cristo? No Antigo Testamento não é relatado que Moisés morreu e foi sepultado?
É simples, o corpo de Moisés foi levado por Miguel para o céu, Judas atesta:
Judas 9. ‘’Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!’’
 Veja também: ‘’Quando recebeu o livro, os quatro Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações dos santos)’’. (Apocalipse 5,8) Vendo mais afundo esta passagem podemos perceber a intercessão também dos anjos que levam nossas orações a Deus, mas porque levar a Deus? Ele não é onipresente, onisciente e onipotente? Ele não pode escutar todas as pessoas ao mesmo tempo? Então porque que precisamos dos anjos, se como os protestantes dizem: Só há um só mediador? Temos que ver que Jesus age através também dos anjos, eles também são nossos intercessores. Um grande exemplo disso vamos ver agora nas Sagradas escrituras a intercessão de São Miguel Arcanjo:
 ‘’O chefe do reino persa resistiu-me durante vinte e um dias; porém Miguel, um dos principais chefes, veio em meu socorro. Permaneci assim ao lado dos reis da Pérsia’’. (Daniel 10,13)
‘’Contra esses adversários não há ninguém que me defenda a não ser Miguel, vosso chefe’’. (Daniel 10,22)
 Podemos ver aqui o quanto o profeta Daniel amava São Miguel Arcanjo, ao ponto de dizer que: ‘’não há ninguém que me defenda a não ser Miguel’’. Ainda diz que: ‘’ porém Miguel, um dos principais chefes, veio em meu socorro’’. Se formos pensar como os protestantes, Daniel estava idolatrando Miguel! Veja o que o protestantismo diz: ‘’Se tenho um Deus que tudo pode fazer por mim, porque preciso de Miguel? Deus é onipotente, Ele pode me defender sem nenhum problema. Nossa resposta está ai na Bíblia, o próprio profeta nos mostra que confiar nos anjos não é errado, honrar os anjos não é errado. Não significa Idolatria! Deus age através dos anjos e Santos, todos fazem parte do corpo Místico de Cristo também.
 Vejamos outras passagens:
‘’Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos’’. (Apocalipse 12, 7-9).
 Agora pergunto aos protestantes... Porque que foi Miguel que combateu com o Dragão? Porque que o próprio Deus não fez isso? Nossa resposta pra isso, mais uma vez, digo e repito: ‘’DEUS AGE ATRAVÉS DOS ANJOS E DOS SANTOS!’’. Ver em um anjo uma proteção, e honrar-los não significa idolatria!
  ‘’Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!’’ (Judas 1,9)
 Aqui está o maior exemplo da intercessão, nesta passagem vemos que Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, ou seja, Miguel protegeu Moisés das garras do demônio. Mais na frente vemos que Miguel repreendeu o demônio dizendo: ‘’ Que o próprio Senhor te repreenda!’’ É dessa mesma maneira que os Santos fazem, nos defende em nome de Jesus. Se formos pensar como os protestantes, não havia necessidade de ser Miguel que estivesse ali protegendo Moisés. Para os protestantes se eu chamar Miguel de príncipe e protetor eu estaria adorando ele. Isso é uma grande ignorância dos protestantes, porque estão ai vários exemplos de interseção.  E quando Miguel protegeu Daniel ele não precisou ser Onipresente para saber que Daniel estava precisando de proteção.
‘’Objeção PROTESTANTE: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes’’.

Resposta: São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo. Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, como os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam:
·                     São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.” (Col 1,24)
·                     São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: “assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.” (Rom 12,5)
·                     São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja.” (Col 1,18)
Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.
Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.
Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.

 Honrar um santo só se torna Idolatria SE eu conhecer ele como o meu Deus, e que ele é o Todo poderoso, e que ele é o Senhor dos Senhores e o Rei dos Reis, ou seja, só se torna Idolatria quando honro alguém como um Deus todo poderoso e coloco-o acima de tudo.
 Não vemos em um santo ou em um anjo um Deus, vemos neles uma ajuda a chegar até Deus, assim como vimos em todo esse documento que acabamos de ler varias passagens que provam isso.
 Desejo que Deus abençoe todos vocês e que os Santos e os Anjos do Senhor possam interceder por cada um de nós todos os dias. Espero que tenham gostado, mando um grande abraço para todos vocês que leram este texto que fiz com a inspiração do Espírito Santo. Amém!

 Escrito por: Daniel Silveira Fonteles Linhares. Dia: 26 de agosto de 2012.
  Qualquer coisa Email de contato: danielsfshalom@hotmail.com

 Sou muito grato a Deus por ser EX-protestante e hoje defender a verdadeira doutrina!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Bíblia qualifica a Igreja como Coluna e Fundamento da Verdade:


É muito interessante que em 1 Tm 3,15 vemos não a Bíblia, mas a Igreja - isto é, a comunidade viva de crentes fundada sob Pedro e os apóstolos e mantida pelos seus sucessores - sendo chamada de coluna e fundamento da verdade. Claramente esta passagem de modo algum significa diminuir a importância da Bíblia, mas sua intenção é de mostrar que Jesus Cristo de fato estabeleceu um magistério autorizado que foi enviado a ensinar todas as nações (cf. Mt 28,19) Em outro lugar esta mesma Igreja recebeu de Cristo a promessa de que os portões do inferno não prevaleceriam contra ela (cf. Mt 16,18), pois Ele sempre estaria presente (cf. Mt 28,20) e enviaria o Espírito Santo para ensiná-la todas as verdades (cf. Jo 16,13). Ao chefe visível de sua Igreja, São Pedro, Nosso Senhor disse: “Te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo que ligares na terra será ligado no céu; e tudo que desligares na terra será desligado no céu” (Mt 16,19). É evidente a partir destas passagens que Nosso Senhor enfatiza a autoridade de Sua Igreja e a norma que deveria seguir para salvaguardar e definir o Depósito da Fé.

Também é evidente destas passagens que esta mesma Igreja seria infalível, pois se em algum lugar de sua história a Igreja ensinou o erro em matéria de fé e moral - ainda que temporariamente - cessaria de ser coluna e fundamento da verdade. Pelo fato de todo fundamento existir para ser firme e permanente, e de que as passagens acima não permitem a possibilidade da Igreja ensinar algo contrário à reta fé e moral, a única conclusão plausível é que Nosso Senhor foi muito preciso em estabelecer a sua infalibilidade quando chamou-a de coluna e fundamento da verdade.

O protestante, entretanto, vê aqui um dilema quando afirma que a Bíblia é a única regra de fé para os crentes. Qual a capacidade, então, da Igreja - coluna e fundamento da verdade - se não deve servir para estabelecer autoridade alguma? Como a Igreja pode ser coluna e fundamento da verdade se não é palpável, habitualmente prática para servir como autoridade na vida do cristão? O protestante efetivamente nega que a Igreja seja o fundamento da verdade por negar que ela possua qualquer autoridade para ensinar.

Além disso, os protestantes entendem o termo Igreja como sendo algo diferente do que entende a Igreja Católica. Os protestantes vêem a igreja como uma entidade invisível, e para eles ela é a coletividade de todos os cristãos ao redor do mundo unidos na fé em Cristo, apesar das grandes variações nas doutrinas e alianças denominacionais. Os católicos, por outro lado, entendem que não somente os cristãos unidos na fé em Cristo formam seu corpo místico, mas entendemos simultaneamente que esta seja - e somente uma - a única organização que possa traçar uma linha ininterrupta até os próprios apóstolos: a Igreja Católica. É esta Igreja e somente esta Igreja que foi estabelecida por Cristo e que tem mantido uma consistência absoluta em doutrina através de sua existência, e, portanto, é somente esta Igreja que pode requerer ser a coluna e fundamento da verdade.

O protestantismo, por comparação, tem conhecido história de fortes vacilos e mudanças doutrinárias, e nem mesmo duas denominações concordam entre si completamente - mesmo quanto a doutrinas importantes. Tais mudanças e alterações não permitem que sejam consideradas fundamento da verdade. Quando os fundamentos de uma estrutura alteram-se ou são dispostos inapropriadamente, este mesmo fundamento é fraco e sem suporte firme (Mt 7,26-27). Pelo fato de o protestantismo ter experimentado mudanças tanto intradenominacional quanto entre as diversas denominações que surgem continuamente, estas crenças são como uma fundação que muda constantemente. Tais credos então cessam de prover o suporte necessário para manter a estrutura que sustentam, e a integridade dessa estrutura fica comprometida. Nosso Senhor claramente não pretendeu que seus discípulos e seguidores construíssem suas casas espirituais em tal fundamento instável.
Fragmentos da obra "Scripture Alone? 21 Reasons to reject Sola Scriptura" de Joel Peters, traduzido e editado em português pelo Apostolado Veritatis Splendor na forma de ebook com o título "Somente a Escritura?". Tradução de Rondinelly Ribeiro Rosa. Pgs 18-19.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Inquisição- A História não contada!


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Aproveitem ao máximo as informações contidas nessa compilação desse tema tão polêmico. 
Santa Igreja © 2010 
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As nossas fontes nesse trabalho foram :
Rino Cammilieri , La Vera Storia dell´Inquisizione, Piemme, Casale Monferrato, 2001;
Michel de Roquebert, Histoire de Cathares, Hérésie, Croisade, Inquisition du XI au XIV siècle, Perrin, Paris, 199;
João Bernardino Gonzaga: A Inquisição em Seu Mundo, Saraiva;
Manual do Inquisidor escrito por Bernard Guy;
La Vera Storia dell´Inquisizione;
Histoire de l´ Inquisition au Moyen Âge de Jean Guiraud ( Ed Auguste Picard, Paris , 2 volumes, 1935).
La Vera Storia dell Inquisizione , Rino Camilleri , Editora Piemme, Casale Monferrato.