segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Não te perturbes!

Quer conhecer um roteiro infalível para seu dia a dia? Leia com atenção:
Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa! Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta.
Escrito há 500 anos, essa poesia de Santa Teresa de Jesus continua a ensinar o essencial: Só Deus basta! Mas, o que isso significa concretamente?
Vivemos sobressaltados, preocupados. Inquietos, passamos o dia tentando resolver mil coisas. Ansiosos, não conseguimos dormir bem. Preocupados, acabamos por meter os pés pelas mãos no desejo de evitar que aconteça o que nós consideramos “o pior”. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.
O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor” e “pior” para nós. Uma vez estabelecido o que consideramos nos convir ou não, tomamos as rédeas para determinar o que consideramos “melhor”. Ocorre que tudo, mas tudo mesmo, passa e o que ontem nos parecia “o melhor”, hoje é, visivelmente, “o pior”.
Fé em Deus
A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.
Há a fé que acredita em Deus e reza, contrita, o “Creio em Deus Pai”. Acreditar desse jeito, afirma São Tiago, até os demônios crêem e tremem. Nós, até cremos, quanto a tremer...
Há aquela “fé” que pede a Deus o que acha “necessário”, “imprescindível”, “melhor” e fica ressentida com Deus se ele não atende seu pedido por mais que peça através de todos os meios – diga-se de passagem, nem sempre lícitos. É a fé infantil, diria, até, “birrenta”. Essa fé, “contrariada”, muda de igreja quando não é atendida, assim como criança birrenta põe cara feia e diz aos pais que não é mais filho deles.
Há a fé madura, que crê no Evangelho e na Igreja e vive seus ensinamentos, custe o que custar. É a fé dos santos.
Há a fé que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranquila, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade.
É essa fé madura e inteiramente confiante no amor de Deus que não se perturba com nada. Sabe ser fiel a Deus e ao Evangelho na penúria e na fartura, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
Essa fé madura e confiante que é amada por Deus, não se espanta com nada. Nada a escandaliza, ainda que seja grande tristeza. Seus olhos não estão aqui na terra, mas fixos no céu. Sabe que, aqui na terra, tudo passa, tudo muda. Sabe que tudo pode nos enganar e iludir. Sabe, sobretudo, que Só Deus é o mesmo sempre. Só Deus não muda. Só o amor de Deus é sempre o mesmo, pois ele é amor em ato. Essa fé não vive para a terra nem valoriza o que à terra pertence. Vive para o céu, usando as coisas da terra para alcançá-lo.
Paciência de Autodomínio
Por isso tem paciência. Não aquela paciência de autodomínio, nem aquela que rói as unhas e balança as pernas para controlar a impaciência interior. Trata-se, aqui, da paciência-esperança, a paciência-fé, a paciência-amor.
É aquela paciência que sabe que Deus está no comando. Sabe que ele pode tudo e tudo realiza por amor. Está certa de que, no tempo de Deus – e não no seu! – ele mesmo resolverá da melhor forma de todas, sempre visando nossa santificação e a do mundo. Sabe que, ainda que tudo esteja negro, verá a vitória de Deus e que essa vitória nem sempre é tal qual pensamos.
Fé, caridade, esperança, paciência, confiança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Corretíssimo. Mas, quem é mesmo que “tem Deus”. Todos. Porém, Santa Teresa fala aqui daquele que conhece Deus não por palavras e teorias, mas pela oração e pelo amor. Em uma palavra, pelo relacionamento pessoal, relacionamento de amizade. Este, que ora com a Palavra, que tem a Deus como o centro de sua vida, que procura amá-lo em tudo, a este, nada lhe falta. Dele cuida o Pai muito melhor do que as aves do céu e os lírios dos campos, pois ele vale muito mais aos seus olhos.
Nada te perturbe, homem de pouca fé! Nada te espante, mulher de pouca esperança! Tudo, mas tudo, mesmo, passa, exceto Deus. Fica, então, com o Único que é digno do teu amor e deixa-o cuidar de ti. Espera. Confia. Espera sempre, confia sempre. Quem tem a Deus, quem o conhece, quem confia nele, vive de forma diferente, vive de olho no céu e de coração no coração de Deus. Por isso, é tranquilo e feliz.
Só Deus basta. Dedica-te a Ele. Deixa-te amar por ele. Ama-o. Nada, então, te perturbará.
Firulas
Vivemos sobressaltados, preocupados. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.
O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor” e “pior”para nós.
A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.
Há a fé que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranquila, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Experiência com o amor de Deus: Saindo da escuridão!



 Não existe nenhuma nuvem negra que possa impedir os raios de luz que desce do céu dos olhos de Deus sobre nossas vidas. Muitas vezes deixamos entrar em nosso corpo, (Templo do Espírito Santo) pensamentos que só servem para nos colocar em uma profunda derrota. Hoje tive uma experiência fantástica com Deus, de repente sentir um abandono dentro de mim, de repente comecei a não enxergar. A luz do sol enfraqueceu. Meu coração diminuía os batimentos cardíacos, comecei a sentir uma falta de ar. Minha visão escureceu ao ponto de eu não enxergar mais nada ao meu redor. Naquele momento entrei em uma escuridão muito grande, tudo estava em um profundo silêncio. Eu já não escutava nenhum barulho, nem mesmo dos carros que passavam na minha rua. Entrei em desespero, gritei o mais alto que pude. Os meus três primeiros gritos não serviram de nada, ninguém naquele momento me ouviu. Percebi o quanto é ruim estar sozinho, abandonado, excluído e esquecido. O medo tomou conta de mim, comecei a chorar, comecei a pensar que eu estava morto, que aquilo era meu fim e não sabia o que fazer. Comecei a pensar na minha esposa, gritei o nome dela, mas ela também não me respondeu, gritei pelos meus pais e pelos meus irmãos e nenhuma voz surgia naquele lugar. Eu não alcançava o chão, por esses momentos eu pairava no ar. Eu não conseguia entender o que estava acontecendo, tudo era muito estranho. Passei um bom tempo procurando uma saída, quanto mais eu tentava correr mais eu me cansava e meu corpo enfraquecia. Sentia uma dor horrível no meu coração, comecei a chorar mais forte, eu estava em uma profunda solidão. De repente eu consigo ver uma pequena luz em uma distância muito grande. Estiquei a mão pra ela e disse: ‘’Filho de Davi tem misericórdia de mim!’’. A luz vinha caminhando aos poucos em minha direção, de repente sinto meus pés tocarem o chão, isso logo me desperta uma esperança maior de afastar de mim aquela escuridão, então me coloco de joelhos diante daquela luz e continuo a gritar: ‘’Filho de Davi tem misericórdia de mim!’’. Vi então um homem de um aspecto muito feliz, esticando a mão para mim, Ele me levanta e diz: ‘’Filho essa experiência que você teve nesse momento, foi eu lhe mostrando como era a vida do cego Bartimeu. Lembre-se sempre que em mim você pode encontrar a saída das escuridões. Lembre-se que eu sou a luz do mundo e é em Mim que habita a verdadeira felicidade. Eu estou contigo todo momento de sua vida. Continue falando de mim para as pessoas, sou Eu que te dou essa autoridade. Vai, a tua fé te salvou’’.

Logo em seguida pude enxergar tudo que estava ao meu redor, e fiquei com mais forças e meu corpo estava cheio do Espírito Santo.

 Isso aconteceu no dia 21 de Dezembro do ano de 2012 por volta das 11:30 da manhã as 12 do dia.

 Por: Daniel Silveira Fonteles Linhares.

 A História do cego Bartimeu é um relato Bíblico que se encontra no Evangelho de Marcos capítulo 10 versículos de 46 ao 52.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI - SOLENIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS XLVI DIA MUNDIAL DA PAZ


Basílica Vaticana
Terça-feira, 1° de Janeiro de 2013

Queridos irmãos e irmãs!
«Que Deus nos dê a sua graça e a sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós». Assim aclamamos com as palavras do Salmo 66, depois de termos escutado, na primeira leitura a antiga bênção sacerdotal sobre o povo da aliança. É particularmente significativo que, no início de cada ano novo Deus projete sobre nós, seu povo, o brilho do seu santo Nome, o Nome que é pronunciado três vezes na fórmula solene da bênção bíblica. Não menos significativo é o fato de que seja dado ao Verbo de Deus - que «se fez carne e habitou entre nós», como «a luz de verdade que ilumina todo ser humano» (Jo 1, 9.14) -, oito dias depois seu natal - como nos narra o Evangelho de hoje - o nome de Jesus (cf. Lc 2, 21).
É nesse nome que nós estamos aqui reunidos. Saúdo cordialmente todos os presentes, a começar pelos ilustres Embaixadores do Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé. Saúdo com afeto o Cardeal Bertone, meu Secretário de Estado e ao Cardeal Turkson, com todos os membros do Conselho Pontifício Justiça e Paz; sou-lhes particularmente grato por seus esforços na difusão da Mensagem para o Dia Mundial da Paz, que este ano tem como tema “Bem-aventurados os obreiros da paz”.
Embora o mundo, infelizmente, ainda esteja marcado com «focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado», além de diversas formas de terrorismo e criminalidade, estou convencido de que «as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus. Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: “Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9)» (Mensagem, 1). Esta bem-aventurança «diz que a paz é, simultaneamente, dom messiânico e obra humana.... é paz com Deus, vivendo conforme à sua vontade; é paz interior consigo mesmo, e paz exterior com o próximo e com toda a criação» (Ibid., 2 e 3). Sim, a paz é bem por excelência que deve ser invocado como um dom de Deus e, ao mesmo tempo, que deve ser construído com todo o esforço.
Podemos perguntar-nos: qual é o fundamento, a origem, a raiz dessa paz? Como podemos sentir em nós a paz, apesar dos problemas, da escuridão e das angústias? A resposta nos é dada pelas leituras da liturgia de hoje. Os textos bíblicos, a começar pelo Evangelho de Lucas, há pouco proclamado, nos propõe a contemplação da paz interior de Maria, a Mãe de Jesus. Durante os dias em que «deu à luz o seu filho primogênito» (Lc 2,7), Maria deve de afrontar muitos acontecimentos imprevistos: não só o nascimento do Filho, mas antes a árdua viagem de Nazaré à Belém; não encontrar um lugar no alojamento; a procura de um abrigo improvisado no meio da noite; e depois o cântico dos anjos, a visita inesperada dos pastores. Maria, no entanto, não se perturba com todos estes fatos, não se agita, não se abala com acontecimentos que lhe superam; Ela simplesmente considera, em silêncio, tudo quanto acontece, guardando na sua memória e no seu coração, refletindo com calma e serenidade. É esta é a paz interior que queremos ter em meio aos acontecimentos às vezes tumultuosos e confusos da história, acontecimentos cujo sentido muitas vezes não conseguimos compreender e que nos deixam abalados.
A passagem do Evangelho termina com uma menção à circuncisão de Jesus. Conforme a Lei de Moisés, oito dias após o nascimento, o menino devia ser circuncidado, e nesse momento lhe era dado o nome. O próprio Deus, através de seu mensageiro, dissera a Maria - e também a José – que o nome a ser dado para a criança era “Jesus” (cf. Mt 1, 21; Lc 1, 31), e assim aconteceu. Aquele nome que Deus já tinha estabelecido antes mesmo que o Menino fosse concebido, lhe é dado oficialmente no momento da circuncisão. E isto marca definitivamente a identidade de Maria: ela é “a mãe de Jesus”, ou seja a mãe do Salvador, do Cristo, do Senhor. Jesus não é um homem como qualquer outro, mas é o Verbo de Deus, uma das Pessoas divinas, o Filho de Deus: por isso a Igreja deu a Maria o título de Theotokos, ou seja, “Mãe de Deus”.
A primeira leitura nos recorda que a paz é um dom de Deus e está ligada ao esplendor da face de Deus, de acordo com o texto do Livro dos Números, que transmite a bênção usada pelos sacerdotes do povo de Israel nas assembléias litúrgicas. Uma bênção que por três vezes repete o santo Nome de Deus, o nome impronunciável, ligando a cada repetição o santo Nome a dois verbos que indicam uma ação em favor do homem: «O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz» (6, 24-26). A paz é, portanto, o ponto culminante dessas seis ações de Deus em nosso favor, em que Ele nos dirige o esplendor da sua face.
Para a Sagrada Escritura, a contemplar a face de Deus é a felicidade suprema: «o cobristes de alegria em vossa face», diz o salmista (Sl 21, 7). Da contemplação da face de Deus nascem alegria, paz e segurança. Mas o que significa concretamente contemplar a face do Senhor, tal como se entende no Novo Testamento? Significa conhecê-Lo diretamente, tanto quanto é possível nesta vida, através de Jesus Cristo, no qual Deus se revelou. Deleitar-se com o esplendor da face de Deus significa penetrar no mistério de seu Nome manifestado a nós por Jesus, compreender algo da sua vida íntima e da sua vontade, para que possamos viver de acordo com seu designio de amor para a humanidade. O apóstolo Paulo expressa justamente isso na segunda leitura, da Carta aos Gálatas (4, 4-7), afirmando que do Espírito, que no íntimo dos nossos corações, clama: «Abá! Ó Pai». É o clamor que brota da contemplação da verdadeira face de Deus, da revelação do mistério do Nome. Jesus diz: «Manifestei o teu nome aos homens» (Jo 17, 6). O Filho de Deus feito carne nos deu a conhecer o Pai, nos fez perceber no seu rosto humano visível a face invisível do Pai; através do dom do Espírito Santo derramado em nossos corações, nos fez conhecer que n’Ele nós também somos filhos de Deus, como diz São Paulo na passagem que escutamos: «Porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá! Ó Pai» (Gal 4, 6).
Queridos irmãos e irmãs, eis o fundamento da nossa paz: a certeza de contemplar em Jesus Cristo o esplendor da face de Deus, de ser filhos no Filho e ter, assim, na estrada da vida, a mesma segurança que a criança sente nos braços de um Pai bom e onipotente. O esplendor da face do Senhor sobre nós, que nos dá a paz, é a manifestação da sua paternidade; o Senhor dirige sobre nós a sua face, se mostra como Pai e nos dá a paz. Aqui está o princípio daquela paz profunda - «paz com Deus» - que está intimamente ligada à fé e à graça, como escreve São Paulo aos cristãos de Roma (Rm 5, 2). Nada pode tirar daqueles que creem esta paz, nem mesmo as dificuldades e os sofrimentos da vida. De fato, os sofrimentos, as provações e a escuridão não corroem, mas aumentam a nossa esperança, uma esperança que não decepciona, porque "o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5, 5).
Que a Virgem Maria, que hoje veneramos com o título de Mãe de Deus, nos ajude a contemplar a face de Jesus, Príncipe da Paz. Que Ela nos ajude e nos acompanhe neste novo ano; que Ela obtenha para nós e para o mundo inteiro o dom da paz. Amém!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Porque acredito em Deus:


 Deus princípio de todas as coisas, do qual tenho certeza de sua presença real em cada lugar que vou e de cada lugar que não posso ir por minhas limitações humanas.  Posso senti-lo quando busco senti-lo, assim como sinto o amor de meus pais sem ter a necessidade de ter uma prova científica para ter a certeza que eles são verdadeiramente meus pais. Só posso sentir o gosto de uma fruta se eu resolver prová-la, só pode se sentir Deus se eu verdadeiramente buscá-lo.  Ter Deus em minha vida é a certeza que tenho de não ser um fruto do acaso. Olhando para mim posso ver o quanto é bom enxergar com os olhos da fé que existo porque alguém que não depende de um Criador me criou. Como algo sem vida pode criar algo com vida? É impossível não ter algo que tenha uma força superior para fazer que algo exista.
 Existe um acaso para todo efeito segundo a ciência. Agora vejamos com atenção:
·          A causa do sem fim é a existência do infinito;
·         A causa da eternidade é a existência do eterno;
·         A causa do espaço ilimitado é a onipresença;
·         A causa do poder é a onipotência;
·         A causa da sabedoria é a onisciência;
·         A causa da personalidade é o pessoal;
·         A causa da emoção é o emocional;
·         A causa da vontade é a evolução;
·         A causa da ética é a moral;
·         A causa da espiritualidade é o espiritual;
·         A causa do amar é o amor;
·         A causa da vida é a existência
·         E a causa de todas as coisas é um ser superior com capacidade para criar tudo que existe sem precisar de um criador para sua existência. Deus é aquilo que é eterno, aquele que não tem início e nem fim. Deus é o criador de todas as coisas.

‘’Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se pode escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato’’. (Romanos 1,20-21).

 Por: Daniel Silveira Fonteles Linhares. Dia: 24 de dezembro de 2012.

domingo, 23 de dezembro de 2012

A "quo primum tempore" de S. Pio V condenou a missa nova de Paulo VI?

A declaração do Papa São Pio V, a que você aparentemente se refere, encontra-se na Constituição Quo Primum (1570). Porém, essa afirmação é feita, na maioria das vezes, pelos lefebvristas, que asseguram que a Quo Primum proíbe futuras alterações na Missa, mesmo que tais alterações sejam feitas pelo Papa.
A Quo Primum declara: 

"Nós também declaramos e ordenamos que ninguém será forçado ou coagido a alterar este Missal, mas que o presente documento não pode ser revogado ou modificado, permanecendo sempre válido e retendo sua plena força, não obstante Constituições anteriores ou editos de concílios provinciais ou sinodais, e não obstante a prática e o costume das referidas igrejas, estabelecidos por longa ou imemorial prescrição, exceto contudo, se ultrapassar a duzentos anos de duração permanente".

Há algumas coisas a se observar aqui. Primeiro: a Quo Primum foi um documento disciplinar, não uma definição doutrinária infalível acerca da Missa. Como tal, não há razão para se pensar que é irreversível.
Segundo: o propósito de Pio V na Quo Primum foi o de estabecer padrões para a celebração da Missa através do Rito Romano; não o de determinar como a Missa deveria ser celebrada até o fim dos tempos. Ainda que permitisse algumas exceções, o Missal de Pio V seria a norma.
Pio V queria assegurar que os padres "conservadores" de seus dias não continuariam a celebrar suas liturgias locais próprias, em prejuízo do então novo Missal Romano revisado. Em outras palavras: ele suprimiu muitas liturgias locais para estabelecer uma uniformidade de rito conforme as necessidades dos seus dias.
Terceiro: a declaração na Quo Primum que diz: "ninguém será forçado ou coagido a alterar este Missal", não estava destinada aos futuros sacerdotes que iriam se desagradar com as alterações litúrgicas feitas por um Papa futuro e que, assim, acabariam por querer manter a liturgia de Pio V. Era uma garantia para os sacerdotes daqueles dias, que seguiam o Missal revisado ao invés da liturgia admitida por um bispo local hesitante.
Quarto: quando a Quo Primum menciona aqueles que estavam proibidos de alterar o Missal revisado, não diz nada acerca dos futuros Papas. Ademais, como poderia Pio V proibir seus sucessores de revisarem o seu Missal? Se Pio V tinha o poder de alterar as liturgias dos seus predecessores, por que os Papas futuros não teriam o poder de revisar a sua liturgia? Ora, sua autoridade não poderia ser superior à autoridade dos demais.
Quinto: não há evidência de que Pio V tinha qualquer intenção de limitar a autoridade pastoral dos Papas posteriores sobre a Igreja. Desde o século XVI se verificam numerosas alterações no Missal de Pio V aprovadas por vários Papas. Embora nenhuma tenha sido tão extensa quanto a de Paulo VI, houve sim alterações - um fato que refuta a leitura lefebvrista da Quo Primum.

 Fonte: http://www.veritatis.com.br/respostas-catolicas/7696-a-quo-primum-de-s-pio-v-condenou-a-missa-nova-de-paulo-vi

sábado, 22 de dezembro de 2012

Quando uma criança nasce doente, é uma injustiça de Deus?



 Uma criança nascer doente é justo? Uma criança que não teve a oportunidade de pecar, pode pagar pelo erro de alguém? O espiritismo afirme que quando uma criança nasce doente é por conseqüência dos pecados dela em uma vida anterior. Bom, vejamos como podemos tratar esse assunto à luz da Bíblia.
  ‘’ Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém!’’ (Jó 14,4)
 Quando o pecado entrou no mundo por meio da desobediência de Eva e Adão entrou então no mundo a imperfeição. Eva e Adão se tornaram imperfeitos pelo fato de terem pelo seu livre arbítrio escolherem o caminho do pecado. Naquele momento se tornaram seres humanos poluídos e imperfeitos. De Eva e Adão até hoje nasceram muitos seres humanos, e no meio de muitos nasciam pessoas já com doenças horríveis. Deus foi bem claro que a imperfeição entrou no mundo pela desobediência de Eva e Adão. Será que é justo eu pagar pelo erro de Eva e de Adão? Temos que entender que de fato não temos culpa, mas nos tornamos culpados por sermos descendentes deles. Porque como diz Jó capítulo 14 e versículo 4 um impuro não pode produzir algo puro. No decorrer do tempo os humanos foram se poluindo e acabaram contraindo muitas coisas ruins pelos seus pecados. Lógico que tenho uma ligação com minha mãe por ter seu D.N.A. A enfermidade está na carne e não no espírito de uma criança inocente. O maior responsável disso são nossos antepassados. E o que mais nos mostra isso é a Própria Bíblia. Vejamos:
 ‘’Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado’’. (Salmo 51,7) Na tradução da Bíblia Ave-Maria se encontra no Salmo 50,7.
 Veja que nessa passagem podemos ver que Davi diz que já nasceu na culpa. Que culpa? Se quando ele nasceu não tinha como ele pecar? Essa culpa que Davi se refere é a do pecado original. Pecado de Eva e Adão. Pelo D.N.A de nossos Pais nós contraímos seu as imperfeições inclusive o pecado. O pecado foi algo contagioso, e foi transmitido por Eva e Adão a todos nós. E a cada pessoa que ia contraindo esse pecado ia se poluindo mais e acabava produzindo algo imperfeito em suas entranhas. Não por Deus criar algo imperfeito, porque quando Deus criou foi perfeito, mas quando chegou ao ventre da mãe tornou-se imperfeito por ser formado seu corpo em um corpo incorrupto. Minha opinião é essa!
Por: Daniel Silveira Fonteles Linhares

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Igreja Católica foi fundada por Constantino?


Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição "In hoc signo vinces" - "Com este sinal vencerás" - este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.

Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão : "Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos - restrições odiosas e indignas de nossa clemência - e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã". Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio.

Então quem fundou a Igreja Católica? 

Foi o próprio Senhor Jesus Cristo. 

A palavra igreja deriva de outra palavra grega que significa assembléia convocada. Neste sentido a Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus: 

"...ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 10,16). 

Jesus Cristo tinha intenção de fundar uma Igreja, a prova bíblica de sua intenção, encontramos em (Mt 16,18):"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". 

Outras passagens são também importantes para constatarmos o propósito de Jesus em fundar a Igreja: 

A escolha dos doze apóstolos: 

- Depois subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a Ele. Designou doze entre eles para ficar em sua companhia". (Mc 3,13-14). 

- A escolha precisa de doze apóstolos tem um significado muito importante. O Senhor lança os fundamentos do novo povo de Deus. Doze eram as tribos de Israel, surgidas dos doze filhos de Jacá; doze foram os apóstolos para testemunhar a continuidade do Plano de Deus por meio da Igreja. 

A Última Ceia 

- "Tomou em seguida o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este é o cálice da nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós..." (Lc 22,19-20). 

- Assim como era costume para os judeus, Jesus também reuniu os seus apóstolos para celebrar a páscoa. Durante esta cerimônia foi celebrada a última ceia. Jesus se apresenta como o novo e verdadeiro cordeiro, dá aos seus seguidores o alimento do Seu corpo e sangue. 

- As palavras "fazei isto em memória de mim" apresentam o distintivo do novo povo de Deus. Deste modo, a última ceia passou a ser o alicerce e o centro da vida da Igreja que estava nascendo. Afinal, por meio da ceia o Senhor se torna de um modo mais forte presente entre o seu povo. 

- E, finalmente, segundo Santo Agostinho, a Igreja começou "onde o Espírito Santo desceu do céu e encheu 120 pessoas que se encontravam na sala do Cenáculo". O derramar do Espírito, em Pentecostes, foi como a inauguração oficial da Igreja para o mundo. 

Estamos vivendo um momento do cristianismo onde muitas igrejas são criadas a cada momento : 

Os luteranos foram fundados por Martinho Lutero em 1524. 

Os anglicanos pelo rei Henrique VIII em 1534, porque o Papa não havia permitido seu divórcio para se casar com Ana Bolena. 

Os presbiterianos por John Knox em 1560. 

Os batistas por John Smith em 1609. 

Os metodistas por John wesley em 1739 quando decidiu separar-se dos anglicanos. 

Os adventistas do sétimo dia começaram com Guilherme Miller e Helen White no século passado. 

A congregação cristã do Brasil fundada por Luigi Francescom em 1910. 

As assembléias de Deus têm sua origem no despertar pentecostal de 1900 nos EUA. Muitas pessoas saíram de diferentes igrejas evangélicas para formar novas congregações pentecostais. Em 1914 mais de cem destas novas igrejas se juntaram para formar esta nova organização religiosa. 

A igreja do evangelho quadrangular foi fundada na década de 20 pela missionária canadense Aimeé Semple McPathersom, que passou da igreja batista para a pentecostal. 

A igreja Deus é amor foi fundada por David Miranda em 1962. 

A renascer em Cristo surgiu a alguns anos, fundada po Estevan Hernandez. 

A igreja universal do reino de Deus surgiu em 1977, fundada por Edir Macedo. 

Isto além de outras denominações menores que foram surgindo a partir dessa, cada uma delas sendo fundadas por homens, com diferenças em suas doutrinas e cultos. A pergunta é simples: Como o Espírito Santo poderia animar tantas divisões, Ele que é fonte de unidade? Como identificar a Igreja de Cristo? 

No credo do Primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381), são apresentados os traços que permitem reconhecer os sinais da Igreja de Cristo: 

"Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica" 

UNA : A Igreja deve ser UMA do mesmo modo como existe "um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4,5). A intenção de Jesus Cristo foi fundar uma só Igreja. 

SANTA : em virtude do seu fundador: Jesus Cristo. Foi ela que recebeu uma promessa fundamental: 

"...as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18). 

Deste modo, a razão da própria existência da Igreja está em ser um instrumento de santificação dos homens: "Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade" (Jo 17,19). 

CATÓLICA : porque foi estabelecida para reunir os homens de todos os povos, para formar o único povo de Deus: "Ide, pois, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). 

APOSTÓLICA : porque está construída sobre o "fundamento dos Apóstolos..." (Ef 2,20). A garantia da legitimidade da Igreja está na continuidade da obra de Jesus por meio da sucessão apostólica. Tudo o que Jesus queria para a sua Igreja foi entregue aos cuidados dos apóstolos: a doutrina, os meios para santificação e a hierarquia. Quando surgiu a "expressão" Igreja católica? 

A palavra católica em relação à Igreja foi usada pela primeira vez no segundo século da era cristã por Santo Inácio bispo de Antioquia, na carta dirigida aos esmirnenses: "Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Jesus nos assegura a presença da Igreja católica"(8,2). 

Foi empregada para destacar o sentido universal da Igreja de Cristo. Aos poucos a palavra católica foi sendo usada para definir aqueles que estavam de fato seguindo a doutrina de Jesus. No final do século II, a igreja cristã já era conhecida como Igreja católica. 


Qual é a única Igreja de Cristo? 

Encontramos a resposta em uma afirmação do Concílio Vaticano II: "A única Igreja de Cristo(...) é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)... Esta Igreja(...) subsiste na Igreja católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele" (LG 8). 

Examinando os textos bíblicos já apresentados, somos levados a concluir que Jesus fundou somente uma Igreja.

A Pedro disse: "...sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18); apresentou-se como o bom pastor dizendo: "...haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 1016); na sua oração sacerdotal orou ao Pai: "...para que sejam um, como nós somos um... para que sejam perfeitos na unidade..." (Jo 17,22.23). 

Jesus só pode ser a cabeça de um corpo, do mesmo modo como somente pode desposar uma noiva, assim como Deus teve somente um povo entre os vários povos. 

Entretanto, a Igreja católica reconhece que nestes quase 2000 anos de cristianismo os homens, por causa de seus pecados, arranharam a unidade do Corpo de Cristo. Essas divisões fizeram surgir novas denominações. Observa a Igreja que em muitas delas existem "elementos de santificação e de verdade" (LG 8).